Veja a lista: 23 advogados disputam vaga de desembargador no ES
Judiciário
Veja a lista: 23 advogados disputam vaga de desembargador no ES
Quem passar por todas as intrincadas etapas do processo eleitoral vai ficar com o cargo até os 75 anos de idade. O salário, bruto, é de R$ 39,7 mil e há outras vantagens
O Pleno do Tribunal de Justiça do Espírito Santo é composto, ao todo, por 30 desembargadoresCrédito: Fernando Madeira
A Ordem dos Advogados do Brasil — seccional Espírito Santo (OAB-ES) publicou, nesta segunda-feira (19), os nomes dos inscritos na disputa por uma vaga de desembargador no Tribunal de Justiça (TJES).
Vinte e três advogados tiveram as inscrições aceitas e estão no páreo.
Quem vencer a corrida fica com o cargo até completar 75 anos de idade, quando a aposentadoria é obrigatória.
A lista dos inscritos:
Adriano Athayde Coutinho
Adriano Sant’ana Pedra
Alexandre Puppim
Americo Soares Mignone
Anderson Sant’ana Pedra
Carla Adriana Comitre Gibertoni Fregona
Carlos Alberto De Jesus Santos
Cristiano Tessinari Modesto
Diego Guimarães Ribeiro
Erfen Jose Ribeiro Santos
Fabiano Cabral Dias
Flavia Brandão Maia Perez
Jailson Andrade Mendes
Jasson Hibner Amaral
João Batista Dallapiccola Sampaio
Lauro Coimbra Martins
Lucia Maria Roriz Veríssimo Portela
Marlilson Machado Sueiro De Carvalho
Patrícia Nunes Romano Tristão Pepino
Rosemary Machado De Paula
Sarah Merçon Vargas
Vinícius Pinheiro De Sant’anna
Vito Beno Vervloet
A Constituição Federal determina que 1/5 dos tribunais estaduais seja composto por egressos da advocacia e do Ministério Público. No Tribunal de Justiça do Espírito Santo, há três vagas destinadas a advogados e outras três para membros do MPES.
Em comparação ao último pleito, o número de inscritos diminuiu. Em 2021, 34 advogados se inscreveram, ou seja, 11 a mais que os que se dispuseram a concorrer agora.
Dois nomes têm certa vantagem na disputa pelo cargo de desembargador: Vinicius Pinheiro e Alexandre Puppim. Eles tiveram um bom desempenho na corrida de 2021, quando figuraram entre os três mais bem colocados.
O salário bruto de um desembargador do TJES é de R$ 39.717,69. Eles contam também com R$ 2,3 mil de auxílio-alimentação todo mês. Essas cifras são bastante atraentes, principalmente se comparadas com a média salarial dos trabalhadores formais do estado, que é de R$ 3,1 mil.
Um advogado de uma banca conceituada ou mesmo um procurador do Estado — que ganha salário, honorários e ainda pode advogar na área privada — porém, pode receber mais do que os valores que aparecem no contracheque de um desembargador.
Mas se, financeiramente, isso pode não compensar, por que um advogado, ou advogada, gostaria de se transformar em desembargador ou desembargadora?
Um advogado formula teses e trabalha para que elas sejam adotadas pelo juiz de determinada causa. Um desembargador, um juiz que atua no segundo grau do Judiciário, é aquele que decide se vai ou não concordar com os argumentos da defesa.
O magistrado expressa isso ao assinar decisões liminares (provisórias), ao votar e ao relatar processos no Tribunal Pleno, formado por todos os 30 desembargadores do TJES, ou nas Câmaras cíveis e criminais da Corte.
Para trocar a advocacia pela magistratura, porém, é preciso enfrentar um processo eleitoral intrincado e cheio de etapas.
A ELEIÇÃO
O caminho para virar desembargador é longo. Primeiro, os advogados do Espírito Santo vão escolher doze nomes entre os colegas inscritos. Cerca de 18 mil estão aptos a votar.
Depois, o Conselho Seccional da OAB-ES, formado por 44 membros, elege seis entre esses doze. A lista sêxtupla é enviada ao TJES e os desembargadores elegem três nomes. A decisão final cabe ao governador Renato Casagrande (PSB).
A eleição de 2024 vai ser diferente da de 2021, que levou Raphael Câmara à cadeira de desembargador.
Na ocasião, o Conselho Seccional elegeu a lista duodécima e a classe, via eleição direta, definiu a lista sêxtupla. Agora, é o contrário. Assim, a palavra final vai caber aos conselheiros.
Outra diferença em relação à eleição de 2021 é que o voto vai ser remoto, via computador ou celular, e não presencial, o que provavelmente vai aumentar a participação dos advogados.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.