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Muito cacique

Um partido, dois presidentes: sigla de Roberto Jefferson vive briga interna no ES

Aliado de Renato Casagrande, deputado Adilson Espíndula aparece no site do TSE como novo presidente do PTB; grupo do Tenenete Assis contesta

Publicado em 09 de Março de 2022 às 09:00

Públicado em 

09 mar 2022 às 09:00
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

O ex-deputado Roberto Jefferson em protesto a favor das armas em Brasília
O ex-deputado Roberto Jefferson em protesto a favor das armas em Brasília Crédito: Pedro Ladeira/Folhapress/Arquivo
O Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), que passou anos sob a batuta do ex-deputado federal Roberto Jefferson – preso no mensalão do PT e depois aliado à causa bolsonarista –, vive uma briga fratricida com reflexos no Espírito Santo. Nacionalmente e no estado há diversos caciques, talvez para poucos índios.
Jefferson elegeu uma aliada, Graciela Nienov, para sucedê-lo. Os dois, no entanto, romperam, dando início às disputas internas. No último dia 11 de fevereiro Marcos Vinicius Vasconcelos Ferreira, ex-genro de Roberto Jefferson e deputado estadual no Rio de Janeiro, assumiu o comando.
Quem entrar no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai ver que o nome que consta lá, como presidente provisória, no entanto, é o de Graciela Nienov. Assim como no Espírito Santo o presidente da sigla informado é o deputado estadual Adilson Espíndula.
Isso coloca Bruno Lourenço, então presidente estadual, de escanteio. E o mesmo ocorre, em tese, com o Tenente Assis que, por ser militar da ativa, não pode ser filiado, mas também participa das movimentações do PTB estadual. Assis é pré-candidato a deputado federal e aliado de Lourenço.
Ressaltei que "em tese" porque Assis não reconhece Espíndula como presidente e tampouco o comando de Nienov.
"Ela não é mais presidente. O presidente eleito é o Marcos Vinicius. Ela tem só acesso às senhas do sistema e usou isso para destituir (os presidentes estaduais), mas tem uma decisão do ministro Fachin (presidente do TSE) dando as senhas para o Marcos Vinicius", afirmou.
As senhas permitem a inserção de dados sobre o partido no site do TSE, entre eles os nomes dos dirigentes. "Ela, de posse disso, se coloca como ainda presidente do partido (...) Nossa relação com Adilson sempre foi respeitosa. A gente não esperava que ele adotasse esse tipo de postura. De nossa parte, no PTB ele não tem espaço. O Bruno vai fazer comunicação à nacional para encaminhar ao conselho de ética para expulsão dessas pessoas", complementou Asiss.
"Ele (Adilson Espíndula) é aliado do governador. O governador deve achar um partido para abrigar ele"
Tenente Assis - Pré-canddato a deputado federal pelo PTB
Aí é que está. O governador Renato Casagrande, que é do PSB, é citado. Assis faz oposição ao socialista. Espíndula, não.
A coluna não conseguiu contato com o deputado estadual, mas o vereador de Vitória Anderson Goggi que, de acordo com o site do TSE, é secretário-geral do PTB do Espírito Santo, disse que "Assis está delirando".
"A Grazi é a presidente. Pede para ele olhar lá no site. Ela foi eleita. O presidente estadual é Adilson Espíndula. Eu, pessoalmente, sou a favor de o PTB ficar com o governador Renato Casagrande. A Executiva tem que se reunir para decidir ainda, mas esse é o meu posicionamento pessoal", adiantou.
Questionado sobre como fica a relação com Assis, respondeu ironicamente:
"Se ele (Tenente Assis) quiser pedir votos para Renato Casagrande, é bem-vindo"
Anderson Goggi - Vereador de Vitória
Ou seja, nacional e regionalmente, o PTB tem dois presidentes.
Deputado estadual Adilson Espíndula
Deputado estadual Adilson Espíndula Crédito: Ellen Campanharo/Ales
Assis é aliado de Roberto Jefferson e diz que Graciela Nienov traiu o ex-deputado. Já Goggi ressalta que os dois romperam e Nienov "está tirando esse pessoal (apoiadores de Jefferson) em todos os estados".
"O partido não está rachado, voltou no Espírito Santo para as mãos de quem sempre foi PTB. O deputado Adilson Espídula teve vários mandatos como vereador pelo PTB. A turma que está no comando do partido agora é raiz".
A trama envolve, como se pode notar, mais do que intrigas pessoais. Trata-se de o quão bolsonarista e anticasagrandista o PTB vai ser no estado, a depender de quem levar a melhor.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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