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Curtas políticas

Terceira Ponte e Rodovia do Sol: "Vamos mostrar que temos capacidade de prestar um bom serviço", diz Casagrande

Veja mais notas: o fim do pedágio e uma derrota para a Rodosol; diretor-geral do TRE-ES é recorde nacional; inauguração da Orla de Cariacica vai ter fogos de R$ 805 mil

Publicado em 14 de Dezembro de 2023 às 02:10

Públicado em 

14 dez 2023 às 02:10
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

Pedágio da Terceira Ponte: motoristas não estão conseguindo novos TAGs para passar pela Via Expressa
Praça de pedágio da Terceira Ponte, em Vitória. Em breve, cabines vão ser demolidas Crédito: Ari Mello/G1
Agora que a liminar (decisão provisória) que a Rodosol pediu à Justiça Estadual foi negada, o cenário do dia 22 de dezembro está ainda mais certo: o contrato entre a concessionária e governo estadual terá chegado ao fim, assim como a cobrança de pedágio na Terceira Ponte, entre Vitória e Vila Velha, e na Rodovia do Sol, que liga Vila Velha a Guarapari.
O vislumbre da abertura das cancelas foi comemorado por muitos, mas também gerou preocupações.
Editorial publicado por A Gazeta nesta quarta-feira (13), por exemplo, critica o fato de o governo ter pegado para si a responsabilidade de gerir as vias, em vez de fazer, via licitação, uma nova concessão (com outra empresa ou consórcio), o que resultaria em cobrança de tarifas dos usuários, mas garantiria, em tese, a conservação mais eficiente da rodovia e da ponte.
 O governador Renato Casagrande (PSB), que já havia, desde segunda-feira (11), afirmado que a manutenção e os serviços na Terceira Ponte e na Rodovia do Sol serão mantidos, foi ainda mais enfático nesta quarta (13).
"Vamos demonstrar que a gente tem capacidade de fazer a manutenção, de prestar um bom serviço", cravou, ao ser questionado pela coluna.
"Tenho plena convicção que o DER (Departamento de Edificações e Rodovias), a Ceturb ( Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros) e outros órgãos do governo vão prestar um bom trabalho", complementou o socialista.
Os trabalhos vão ser executados por empresas terceirizadas. 
"TRATAMENTO DIFERENCIADO"
"Esses trechos vão ter um tratamento diferenciado porque tiveram, durante 25 anos (período em que vigorou o contrato com a Rodosol), um tratamento diferenciado", destacou o governador.
A questão é controversa. O modelo de concessão à iniciativa privada mostra bons resultados, mas nem sempre, como se vê no caso da BR 101 no Espírito Santo mesmo. 
Por outro lado, mal a queda do pedágio foi anunciada já surgiram temores de que a Terceira "vire uma Segunda Ponte", em referência à via que está por conta do poder público e em mau estado. 
"A Segunda Ponte a gestão é do governo federal. Tem um braço só, que vai para Vila Velha, que é do governo do estado e nós reformamos recentemente. A gestão da Terceira Ponte vai ser diferente porque vai ter o serviço contratado pelo governo do estado, de guincho, atendimento de ambulância, remoção de animais, como é hoje", rebateu Casagrande.
"Vai até melhorar porque a Rodosol, sabendo que o contrato ia terminar, talvez não tenha trocado todos os equipamentos, como os guinchos", previu. 
A DECISÃO JUDICIAL
O governador preferiu não comentar a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública de Vitória que negou o pedido da Rodosol para prorrogar o contrato com o governo estadual. 
"Decisão judicial se cumpre. Qualquer que fosse a decisão, iríamos cumprir", resumiu Casagrande. 
Foi uma boa resposta. Até porque ele falou com a coluna dentro do plenário do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-ES), onde havia acabado de ocorrer a solenidade de posse da nova Mesa Diretora da Corte, um local abarrotado de juízes e desembargadores.
E a decisão atendeu aos anseios do governo.
Outro integrante da gestão estadual rechaçou, em conversa com a coluna, a tese de que o Palácio Anchieta anunciou o fim do pedágio apenas para pressionar o Judiciário a negar a liminar à concessionária. 
"O governo não iria tomar uma decisão dessa magnitude só por causa de uma liminar, que pode ser concedida e depois derrubada. Aliás, (a Rodosol) pode apresentar recurso contra o indeferimento da liminar desta quarta", argumentou o casagrandista.
Faz sentido. Mas é inegável que a derrubada das tarifas elevou as consequências práticas da decisão judicial. 
A  5ª Vara da Fazenda Pública de Vitória teria que definir, na verdade, se, a partir do dia 22 de dezembro, haveria ou não pedágio, uma vez que, se a Rodosol permanecesse na operação da Terceira Ponte e da Rodovia do Sol, as cabines de cobrança continuariam em atividade.
O DECANO CONTINUA
Mencionei aqui a posse da nova Mesa Diretora do TRE-ES. Pois bem. O novo presidente da Corte, desembargador Carlos Simões Fonseca, adiantou à coluna que o atual diretor-geral da Corte, Alvimar Dias Nascimento, vai seguir na função.
Nascimento foi descrito, no discurso do agora ex-presidente do TRE-ES José Paulo Calmon Nogueira da Gama como "o decano na direção de uma Corte eleitoral no país".
É que o diretor-geral do TRE do Espírito Santo ocupa essa função desde 23 de dezembro de 2003, ou seja, há 20 anos. Nenhum diretor-geral dos outros TREs do país bateu essa marca.
A direção geral é um cargo de chefia, comissionado, mas  Alvimar Dias Nascimento é também servidor efetivo, concursado, analista judiciário desde 1991.
A TURMA DE 76
Outra permanência é a primazia da turma de Direito da Ufes de 1976. Nogueira da Gama, que deixou a presidência do TRE-ES nesta quarta, é egresso da classe, assim como Carlos Simões Fonseca.
POLÍTICA = FELICIDADE
Fonseca, aliás, evocou, ao discursar, uma curiosa definição sobre o que é política:
"O termo 'política', por definição aristotélica, significa 'a ciência da felicidade humana'. Para o filósofo grego, é a felicidade diretamente ligada ao modo de viver, ao meio em que as pessoas estão, e também aos costumes e às instituições desenvolvidas pela sociedade."
O desembargador Dair José Bregunce de Oliveira também compõe a Mesa Diretora empossada nesta quarta. Ele é o novo vice-presidente e corregedor da Corte.
Os dois vão comandar a Corte no biênio 2024-2025, ou seja, a prova de fogo vai ser a eleição municipal do ano que vem.
Os desembargadores Dair José Bregunce de Oliveira e Carlos Simões Fonseca
Os desembargadores Dair José Bregunce de Oliveira e Carlos Simões Fonseca Crédito: Divulgação/TRE-ES
FOGOS DE R$ 805 MIL NA ORLA DE CARIACICA
Além dos shows do padre Anderson Gomes e da cantora gospel Bruna Olly, contratados por, respectivamente, R$ 65 mil e R$ 90 mil, a inauguração da Orla de Cariacica, no dia 27 de dezembro, contará com queima de fogos "de baixaincidência ruidosa" e efeitos visuais.
A Prefeitura de Cariacica vai pagar R$ 805 mil pelo espetáculo no céu de Porto de Santana. 
A empresa que vai realizar o serviço foi selecionada por meio de licitação e deve fornecer, além dos fogos, mão de obra qualificada e a balsa da qual os foguetes serão lançados.
"O objetivo desse projeto é proporcionar ao município de Cariacica, aos moradores e aos turistas, um show pirotécnico com queima de fogos de artifício de 'baixo ruído' simultâneo com coreografia, garantindo um belo e moderno espetáculo para essa festividade de inauguração de forma que atenda a toda comunidade presente, com padrão máximo de segurança", diz o edital publicado pela administração municipal.
A inauguração da orla é um dos principais projetos do prefeito Euclério Sampaio (MDB).

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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