Sair
Assine
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Eleições 2024

PT reafirma intenção de lançar Célia em Cariacica, mas tudo pode mudar

O nome de Célia Tavares, de acordo com nota do partido desta quarta-feira (24), foi aprovado em outubro e segue no páreo pela prefeitura da cidade. Falta ainda, contudo, a aprovação da federação formada por PV e PCdoB

Publicado em 25 de Janeiro de 2024 às 10:20

Públicado em 

25 jan 2024 às 10:20
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Célia Tavares, candidata  a prefeita de Cariacica, participando do debate de Agazeta, em Vitória
Célia Tavares em 2020, quando chegou ao segundo turno na disputa pela Prefeitura de Cariacica Crédito: Ricardo Medeiros
Após rumores que circularam em Cariacica a respeito da ausência do PT nas eleições para a prefeitura da cidade em 2024, o diretório municipal do partido divulgou, nesta quarta-feira (24), uma nota na qual reafirma a intenção de lançar um nome para disputar contra o atual prefeito, Euclério Sampaio (MDB).
A decisão, entretanto, não cabe apenas aos petistas e há mais camadas nesta história. 
"O Partido dos Trabalhadores e Trabalhadoras (PT) de Cariacica, reunido em plenária deliberativa no dia 29 de outubro de 2023 aprovou, por unanimidade, participar da eleição majoritária e proporcional nas eleições 2024 com o nome da companheira CÉLIA TAVARES para pré-candidata à prefeita de Cariacica, cujo nome foi apresentado à Federação Brasil da Esperança (PT/PV/PCdoB)", diz a nota do diretório municipal desta quarta.
A ex-secretária municipal de educação Célia Tavares chegou ao segundo turno das eleições de 2020, justamente, contra Euclério e é, novamente, a aposta do PT.
O partido, porém, está federado com PV e PCdoB. As duas legendas, embora com menos poder de fogo dentro do colegiado, têm que dar o aval para a participação no pleito de 2024 em Cariacica.
Presidente municipal do PV, o vereador Cesar Lucas já foi líder de Euclério no Legislativo e é aliado do prefeito. Embora o PV também tenha um possível pré-candidato ao Executivo, o ex-presidente da Câmara Heliomar Costa Novaes, o martelo ainda não foi batido na federação.
Cesar Lucas, aliás, apesar da nota divulgada nesta quarta pelo diretório petista, entende que nem o PT definiu, internamente, a pré-candidatura de Célia Tavares. "Nessa reunião de outubro, eu estava lá, foi levantada a possível candidatura da Célia, mas foi só um dos pontos de pauta. Essa discussão (sobre a federação lançar ou não candidato a prefeito) vai acontecer ainda. A reunião vai ser depois do carnaval", frisou o presidente municipal do PV.
Ele ainda ressaltou que somente vai poder falar melhor sobre o assunto após o debate a ser realizado na federação.
Líder do PT de Cariacica, Luiz Gaurink, é mais enfático quanto ao que ocorreu em outubro, no mesmo tom da nota divulgada nesta quarta. Mas admite que as coisas podem não sair de acordo com a intenção do diretório municipal do partido:
"O nome da Célia não foi aprovado pela federação ainda e alguns companheiros do PT (que não integram a Executiva municipal) defendem o apoio a Euclério", afirmou Gaurink à coluna, nesta quarta.
Há outro complicador, que é o fato de o atual prefeito ter migrado do União Brasil para o MDB, partido mais próximo ao governo Lula (PT), o que poderia ensejar uma interferência nacional nos planos locais.
"O prefeito migrou para o MDB, que é da base do governo Lula, e está fazendo o trabalho dele, desenvolvendo os projetos dele", afirmou o presidente do PT de Cariacica.
"Existe possibilidade de interferência (do PT nacional), sim. Essa questão nacional envolve geopolítica", avaliou Gaurink.
Ele diz que o PT não faz oposição a Euclério Sampaio, "temos respeitado o governo dele", mas que não há discussão, no momento, sobre apoiar a reeleição do emedebista.
Diante do tom brando, surgiu o questionamento: por qual motivo o PT lançaria um nome na disputa então? 
"A Célia tem o respaldo da eleição de 2020, por ter chegado ao segundo turno. E a população tem reclamado, por exemplo, da gestão nas áreas de cultura, saúde e educação, nas quais o PT tem um domínio maior", respondeu o presidente municipal dos petistas.
"Existe um documento assinado por todas as tendências do PT de Cariacica com a indicação do meu nome"
Célia Tavares (PT) - Ex-secretária municipal de Educação
"Tem gente querendo passar a ideia de que não existe acordo no PT sobre a indicação do meu nome. Pessoas ligadas ao prefeito estão divulgando fake news de que o PT não vai ter candidato. Por isso, companheiros pediram que o partido se manifestasse (por meio da nota desta quarta)", contou a própria Célia Tavares à coluna.
"Estamos numa federação, o PV também colocou um nome, isso é normal, é do jogo", minimizou.
Sobre uma eventual interferência do PT nacional pró-Euclério, Célia diz não acreditar que isso vá ocorrer. "O União Brasil (partido anterior do prefeito) também integra a base do governo Lula, assim como o MDB. Ele muda de partido, mas não muda de pensamento", alfinetou.
(QUASE) TUDO DOMINADO
A questão é que apenas o PT, com ênfase no grupo mais próximo a Célia Tavares, critica abertamente Euclério Sampaio em Cariacica. 
O prefeito não enfrenta oposição na Câmara Municipal. O único vereador que o PT tinha na Casa, André Lopes, foi para o PSB e é aliado de Euclério.
O PV local, que integra a federação com os petistas, também é alinhado ao prefeito, pelo que se pode depreender do posicionamento de Cesar Lucas no Legislativo, embora, à coluna, ele não tenha advogado o apoio da federação ao emedebista.
Euclério tem ainda o respaldo do Palácio Anchieta, é unha e carne com o governador Renato Casagrande (PSB), e o PT faz parte da gestão estadual.
Luiz Gaurink afirmou que o PT-ES deu autonomia para a Executiva municipal decidir o que fazer.
O PT de Cariacica, contudo, tem que remar contra a maré para disputar contra o atual prefeito.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Caminhão fica atravessado na BR 101, em Viana, após acidente
Acidente com carreta interdita a BR 101 em Vila Velha
Imagem de destaque
Suplementos termogênicos: entenda os riscos para a saúde
Pessoa com roupas de frio bebendo chá
Cidades do ES batem recorde de frio em 2026; veja temperaturas

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados