O ex-diretor-geral da Assembleia Legislativa do Espírito Santo Roberto Carneiro, que até então presidia o Republicanos no Espírito Santo, vai comandar o partido no estado de São Paulo.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6). “Temos feito mudanças em vários estados em vista da necessidade de oxigenar o comando do partido. O próximo desafio em São Paulo é aumentar o número de prefeitos, mas um aumento com qualidade”, afirmou o presidente nacional do partido, deputado federal Marcos Pereira, em nota.
A mudança de endereço de Carneiro, nos bastidores, já era cogitada. Chegou-se até a especular que ele iria trabalhar no governo de São Paulo, que está sob a batuta do ex-ministro da Infraestrutura de Jair Bolsonaro (PL), Tarcísio de Freitas.
Tarcísio é filiado ao Republicanos e tornou-se o 2º vice-presidente do partido em São Paulo.
No Espírito Santo, quem assume a presidência do Republicanos é o ex-presidente da Assembleia Legislativa Erick Musso, que era o vice-presidente estadual.
Em 2022, ele disputou o Senado. Não foi eleito. Desde 1º de fevereiro, está sem mandato. Assim, vai poder se dedicar à organização da legenda para as eleições de 2024.
“O Republicanos, em todo o país, tem conquistado importantes espaços na política brasileira. Hoje, temos o governador de São Paulo em nossos quadros. Aqui no Espírito Santo, temos quatro deputados estaduais, um deles o mais votado da história do parlamento estadual, e dois deputados federais, além de 10 prefeitos e mais de 80 vereadores. Temos grandes metas, com estratégias políticas bem planejadas”, disse o novo presidente, também por nota.
O principal nome do partido no estado é o do prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini. A legenda tem ainda a segunda maior bancada da Assembleia Legislativa. Sérgio Meneguelli é o mais votado citado por Erick.
Os dois deputados federais são Amaro Neto e Messias Donato.
Nacionalmente, o Republicanos compõe o Centrão, um grupo de partidos fisiológicos. Integrou a base de apoio ao governo Bolsonaro e agora se aproxima de Lula (PT).
A sigla também abriga, porém, integrantes da extrema direita, como a ex-ministra de Bolsonaro Damares Alves, eleita senadora.
O partido surgiu como braço político da Igreja Universal do Reino de Deus. Nem todos os mandatários têm relação com a denominação religiosa.
Mas um filiado relata que "a oxigenação" promovida por Marcos Pereira – bispo licenciado da Universal – é uma estratégia há tempos adotada pela igreja, que designa a mudança de bispos de um estado para outro.
O mesmo ocorre com lideranças partidárias.
Vavá Martins, que não foi reeleito deputado federal no Pará, por exemplo, vai para o Paraná.