Anderson Goggi, Lorenzo Pazolini, Aridelmo Teixeira e Marcos DelmaestroCrédito: Reprodução/Instagram @delmaestro
No último dia 12, o presidente municipal do Progressistas, Marcos Delmaestro, reuniu-se com o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos). Em pauta, a ida do partido, oficialmente, para a administração. Isso significaria um lugar para o PP no secretariado.
O principal nome do partido na cidade é o do vereador Anderson Goggi, que também participou do encontro. "Colocamos alguns pontos de vista para achar uma oportunidade de caminhar juntos, mas há entraves na administração e no partido", afirmou Delmaestro à coluna, na última sexta-feira (19).
Ele não detalhou quais seriam os entraves. "Estamos conversando, mas não está marcado o casamento", resumiu o presidente municipal.
Goggi é o único vereador do PP na Capital. A sigla não faz oposição, mas tampouco se diz integrada à base aliada ao Executivo na Câmara. A legenda não tem representante no primeiro escalão de Pazolini.
"Se tiver ponto de convergência, o nome do PP em Vitória é Anderson Goggi", respondeu Delmaestro, ao ser questionado sobre um possível representante no secretariado.
"O PREFEITO FEZ O CONVITE", DIZ VEREADOR
Na noite desta segunda-feira (22), Goggi afirmou à coluna que o prefeito o convidou para compor o secretariado. A pasta não foi definida, mas a de Cultura, segundo o parlamentar, é uma possibilidade.
"Ele fez o convite e nós fizemos colocações em relação à autonomia que teríamos na gestão, por exemplo, quanto ao carnaval", contou o vereador.
"Queremos voltar com a tradição do carnaval, mas respeitando as famílias. A cultura é uma das molas que potencializa a economia. E seria hipocrisia achar que, em quatro dias de carnaval, as pessoas vão ficar todas dentro de casa. É preciso um planejamento estratégico, chamando a comunidade para discutir, chamando todas as partes envolvidas, sem imposição", complementou Goggi.
Atualmente, o secretário municipal de Cultura é Luciano Picoli Gagno.
Se passar a integrar o primeiro escalão de Pazolini, Goggi vai querer ao menos mais um cargo. É que o vereador, ao se licenciar da Câmara, abriria espaço para o 1º suplente, Baiano do Salão (PTB). Mas o parlamentar tem outros planos para ele.
"Queremos dar oportunidade ao 2º suplente (Ronalt Ribeiro, do PTB), que assumiria o mandato. O 1º suplente ficaria com algum cargo de destaque na prefeitura", elenca o vereador.
Isso, entretanto, depende de Pazolini e, imagina-se, da aptidão de Baiano do Salão para o aventado cargo de destaque.
Outro fator em jogo é o tempo. Anderson Goggi é pré-candidato à reeleição e, como tal, a partir de abril de 2024 não pode ocupar função de ordenador de despesas no Poder Executivo.
Assim, se virar titular da pasta agora, vai ter que deixar o posto em cerca de nove meses. Ele chegou a estipular um prazo para o prefeito decidir se aceita ou não os termos do PP para ingressar na gestão.
"Se não tivermos uma resposta até sexta-feira (dia 26), eu vou declinar do convite. Do contrário, eu teria pouco tempo para cuidar da secretaria. O que eu entregaria para a cidade? Não estou em busca de cargo, de emprego, tenho o meu mandato", ponderou o parlamentar.
ARTICULAÇÃO
Em ano pré-eleitoral, Pazolini tem tentado melhorar a articulação política. Isso significa fazer concessões, para o bem ou para o mal.
O PP é um partido de centro-direita. Na Câmara dos Deputados, integra o Centrão. No Espírito Santo, está no governo Renato Casagrande (PSB).
"Casagrande, quando fomos apoiar, eu trouxe dois economistas a um hotel de Vitória. Fizemos um seminário e pedimos para Casagrande colocar aqueles tópicos no plano de governo. Ele concordou e a gente pulou para dentro. É isso que estamos fazendo em relação à prefeitura. E cabe ao prefeito decidir", afirmou o presidente do PP em Vitória.
Delmaestro é assessor especial, um cargo comissionado, na Casa Civil do governo estadual.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.