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Eleições 2022

No ES, Simone Tebet diz que não vê problema em alguns emedebistas apoiarem Lula

Senadora do Mato Grosso do Sul se apresentou como "a adulta na sala" para contrapor o ex-presidente e Bolsonaro. Defecções no MDB ocorrem mais em estados do Nordeste

Publicado em 15 de Julho de 2022 às 17:42

Públicado em 

15 jul 2022 às 17:42
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Senadora e pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet em evento em Vitória
Senadora e pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet em evento em Vitória Crédito: Ricardo Medeiros
A pré-candidata do MDB à Presidência da República, senadora Simone Tebet (MS), chegou, nesta sexta-feira (15), ao cerimonial Oásis, em Vitória, ladeada pela também senadora Rose de Freitas (MDB) e por integrantes do PSDB e do Cidadania estaduais.
O local não estava lotado e praticamente todos os presentes eram ligados a agremiações partidárias.
O ex-senador tucano Ricardo Ferraço ressaltou, ao discursar, no entanto, que ali não havia apenas 150 ou 250 pessoas e sim uma "multidão", considerando a representatividade das lideranças políticas que compunham a plateia.
Tebet, em entrevistas e discurso, evitou atacar o presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Lula (PT), que lideram as pesquisas de intenção de voto. A senadora do Mato Grosso do Sul apareceu com 1% no último Datafolha e com 4% em pesquisa BTG/FSB.
A pré-candidata adota um tom propositivo e se apresenta como "a adulta na sala".
Diz, por exemplo, que a pobreza e a fome devem diminuir no país assim que um governo que possa garantir estabilidade assumir o controle, promovendo a queda do valor do dólar frente ao Real, o que deve baratear o combustível e diversos alimentos.
"É inadmissível deixar cinco milhões de crianças dormirem com fome. No meu governo, desde o primeiro dia, nenhuma criança vai dormir com fome, vamos tirar dinheiro de onde for", bradou.
Ela, que tem pecha de ruralista, afirmou acreditar que o desenvolvimento econômico se dá por meio da geração de emprego e renda através da indústria. Quer industrializar o interior do Brasil.
E também falou em obras de infraestrutura, como a instalação de ferrovias e a duplicação da BR 262, em parceria com a iniciativa privada.
A senadora é uma boa oradora. Não deixou de elogiar a colega Rose, a quem chamou de "professora".
Fez várias menções a uma campanha que não pende, segundo ela, "nem para a direita nem para a esquerda" e pregou o fim da polarização política, hoje protagonizada por Lula e Bolsonaro.
A pré-candidata tem até um jingle que diz "Ela sim, eles não".
Pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet discursa em Vitória
Pré-candidata à Presidência da República Simone Tebet discursa em evento Crédito: Letícia Gonçalves
Tebet, solícita, tirou fotos com todos que pediram. E até chamou o ex-deputado federal Lelo Coimbra para garantir um clique com ela e Rose, provavelmente sem saber que a senadora do Espírito Santo e o ex-parlamentar não têm andado em muita sintonia.
Somente ao ser questionada pela coluna ela falou mais incisivamente sobre os pré-candidatos que lideram a corrida eleitoral.
A senadora minimizou a ofensiva que Lula tem feito para atrair caciques do MDB para o lado dele nos estados. Ela creditou algumas defecções no partido a questões regionais e não considera que os correligionários mudaram de lado.
"Não podemos esquecer que o MDB é o maior partido do Brasil e ele tem suas dificuldades e suas características regionais", afirmou, num preâmbulo.
"As pessoas que estarão com o presidente Lula estiveram com ele desde sempre, foram ministros de Estado dele. Não é possível dizer 'ah, mudou de lado'. Não, eles sempre estiveram daquele lado", avaliou, para, em seguida, ressaltar que o MDB precisa garantir a eleição de outros quadros, além da chefia do Executivo federal:
"O MDB tem a grandeza de entender que o partido que tem o maior número de prefeitos, de vice-prefeitos, de vereadores, de filiados e que preza pela municipalismo e pela regionalidade não pode eleger apenas o presidente da República. O MDB quer fazer o presidente da República e fazer governadores, senadores e entender a realidade regional".
"Não temos a unanimidade do partido, mas teremos a unidade no partido na convenção e estaremos, sim, sem nenhum problema, dividindo palanque nos estados", complementou.
No Espírito Santo mesmo ela divide palanque. Rose de Freitas apoia Casagrande, que já disse que vai fazer campanha apenas para Lula. A própria Rose, nesse caso, faz o palanque de Tebet.
Agora, dividir o apoio do próprio partido é outra coisa. No estado isso não ocorre, até porque o MDB perdeu bastante capilaridade. Mas em outras unidades da federação, especialmente no Nordeste, o apelo de Lula fala mais alto entre os emedebistas.
Para e tornar mais conhecida, a pré-candidata aposta justamente em entrevistas ao percorrer o país e no voto das mulheres.
Bolsonaro, que é mais rejeitado entre as eleitoras, disse recentemente que elas procuram um presidente, não um casamento.
Questionada pela coluna, Tebet avaliou que Bolsonaro não é bom presidente para as mulheres nem para ninguém.
"Ele não é um bom presidente para o Brasil. Um presidente que não acredita na ciência, negou a pandemia. Tirou do Brasil o direito de ser o primeiro país do mundo a vacinar. Atrasamos 45 dias vacina no braço do brasileiro. Quantas pessoas, na faixa de 40 a 50 anos de idade, que você conhece que foi intubado e está com sequelas gravíssimas ou chegou a morrer enquanto faltavam 15 dias, um mês para tomar a vacina? Essa conta está na conta dele", criticou.
"Alguém que não defende a vida dos seus cidadãos, que não tem a sensibilidade e a empatia de se colocar no lugar do outro não serve para governar um país da dimensão que o Brasil tem", emendou.
A senadora, como Rose de Freitas, votou a favor da PEC Kamizaze, que dá a Bolsonaro a possibilidade de acenar ao eleitorado com a ampliação do Auxílio-Brasil e outras medidas, somente até o final do ano, para turbinar suas chances de reeleição.
Tebet disse que não teve dúvida sobre dizer sim à proposta: "Não havia saída. Não era uma escolha de Sofia enquanto tantas Sofias estão passando fome. Como mãe, não pensei duas vezes. É o mínimo que você pode oferecer para todas as famílias. O problema não é a PEC Kamikaze. O problema é que (o auxílio) caiu de R$ 600 para R$ 400 quando não deveria ter caído".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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