A pré-candidatura de Maguinha Malta (PL), filha do senador Magno Malta (PL), ao Senado não é unanimidade na direita. Mas o mesmo se pode dizer de outros nomes na disputa no Espírito Santo.
Como a coluna mostrou, há um certo congestionamento de potenciais concorrentes. Uma das principais rivalidades ocorre entre o intento de Magno de garantir um assento para a herdeira e a tentativa do deputado federal Evair de Melo (PP) de se viabilizar.
Evair já recebeu uma breve declaração de apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) — antes da prisão deste — e gostaria de ser o candidato do PL ao posto.
Quem dá as cartas no partido no Espírito Santo, entretanto, é Magno Malta.
No último dia 10, o senador registrou, no X (antigo Twitter), que tem gente inventando "atritos" no PL, "onde só existe união".
A indireta foi para Evair, presumivelmente.
"A pré-candidatura de Maguinha Malta ao Senado é uma decisão de grupo, do próprio partido (...) O resto é barulho de quem não tem o que apresentar"
Magno Malta (PL) - Senador
Nos bastidores, há tempos a coluna ouve relatos de descontentamento dentro do próprio PL a respeito do lançamento de Maguinha, pelo fato de ela ser inexperiente nas urnas e contar apenas com o pai como capital político.
Também há um quê de machismo na resistência ao nome dela, uma vez que quando é para lançar filhos de Jair Bolsonaro na política, ninguém do PL reclama.
Vide o caçula do clã, Jair Renan, que exerce um mandato apagado como vereador em Balneário Camboriú (SC).
"Pesquisas não servem apenas para medir intenção de voto; elas também funcionam como indicadores de legitimidade política e de reconhecimento público", escreveu o Senador, nas redes sociais.
"Nesse contexto, o desempenho de Maguinha chama atenção. Mesmo sem ocupar mandato, ela já demonstra densidade política, forte recall eleitoral e presença consistente no debate público", completou.
Vereador de Vitória filiado ao PL, Armandinho Fontoura faz coro ao presidente estadual do PL:
"Maguinha é a candidata do PL e surpreendeu a todos pontuando bem em pesquisas. Magno está certo, a candidatura dela é competitiva".
Outro integrante do partido ressalva que, inicialmente, o nome dela enfrentava muito mais resistências, mas o desempenho em pesquisas pode respaldá-la diante da pressão feita por outros nomes da própria direita.
Para Evair desbancar Maguinha, seria preciso uma intervenção do PL nacional.
Lembrando que o deputado, ao menos por enquanto, nem é filiado ao partido de Magno e sim ao Progressistas.
Em entrevista à coluna na segunda-feira (16), Evair fez questão de ressaltar que "a candidatura da Maguinha é legítima" e que "a nacional (do PL) deu autonomia para o Magno decidir".
"Tenho que resolver o 'problema' que é o pedido do Bolsonaro para eu disputar o Senado. Se não for pelo PL, vou tentar outro partido"
Evair de Melo (PP) - Deputado federal
Se permanecer no PP, o deputado deve disputar a reeleição.
"Mas acho que vamos ter fortes emoções ainda", previu.
QUEM MAIS
Em 2026, duas vagas vão estar em disputa para o Senado em cada estado. No Espírito Santo, porém, é quase consenso entre lideranças políticas que uma das cadeiras vai ficar com o governador Renato Casagrande (PSB).
Além disso, Sérgio Meneguelli obteve aval do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para se dizer pré-candidato ao Senado.
O senador Marcos do Val (Podemos) quer tentar a reeleição, mas falta um partido que aceite entrar nessa empreitada.
No palanque de Casagrande — que pode lançar mais de um nome ao Senado — estão o prefeito de Cariacica, Euclério Sampaio, e a ex-senadora Rose de Freitas, ambos do MDB e com vontade de disputar uma vaga de senador.
Por último, mas não menos importante, há o senador Fabiano Contarato. A prioridade do PT no Espírito Santo é a reeleição do parlamentar.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.