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Judiciário

Juiz do ES é afastado pelo Tribunal de Justiça durante investigação

Titular da 2ª Vara da Comarca de Pancas responde a Processo Administrativo Disciplinar

Publicado em 20 de Outubro de 2022 às 12:47

Públicado em 

20 out 2022 às 12:47
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

Tribunal de Justiça do Espírito Santo
Tribunal de Justiça do Espírito Santo Crédito: TJES/Divulgação
O juiz de Direito Adelino Augusto Pinheiro Pires, titular da 2ª Vara de Pancas, foi afastado das funções pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).
A decisão foi publicada nesta quinta-feira (20), mas o martelo foi batido quinta-feira passada na sessão do Pleno, composto por todos os desembargadores.
O Tribunal abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o magistrado, a pedido da Corregedoria-Geral da Justiça, que fez uma apuração preliminar por meio de duas Reclamações Disciplinares.
O processo está sob sigilo. O julgamento das Reclamações também ocorreu a portas fechadas e sem transmissão pela internet.
Assim, não é possível saber o que ensejou o PAD. O juiz deve ficar afastado das funções até a conclusão da investigação.
TJES afasta o juiz Adelino Augusto Pinheiros Pires do cargo
TJES afasta o juiz Adelino Augusto Pinheiro Pires do cargo Crédito: Reprodução
Ele segue recebendo salário. A abertura do processo administrativo, por si só, não é uma punição e tampouco prova de que o magistrado cometeu alguma irregularidade.
Quer dizer apenas que há indícios que merecem apuração. Ao final, o PAD pode ser arquivado. Se houver condenação, as penas variam de advertência a aposentadoria compulsória, com vencimentos proporcionais ao tempo de serviço.
Isso na esfera, frise-se, administrativa.
Magistrados podem perder o cargo, mas apenas após condenação criminal transitada em julgado, ou seja, quando não é mais possível recorrer da decisão.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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