Dois nomes estão na disputa pelo comando do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES): o atual procurador-geral de Justiça, Francisco Berdeal, e o promotor de Justiça Danilo Raposo Lírio, da 4ª Promotoria de Justiça Cível de Linhares.
As inscrições foram encerradas nesta segunda-feira (26). Berdeal é considerado o favorito, pelo fato de já estar no cargo e pela proximidade com o governador Renato Casagrande (PSB).
Promotores e procuradores de Justiça vão votar, no dia 6 de março, e os três mais votados vão integrar a lista tríplice. A escolha final cabe ao chefe do Executivo estadual.
Como não há ao menos três inscritos, a lista, obviamente, vai ter apenas dois membros, Berdeal e Lírio.
Havia especulação a respeito da possível candidatura do presidente da Associação Espírito Santense do Ministério Público (AESMP), Pedro Ivo de Sousa, o que não se concretizou.
No último dia 12, outra potencial candidata, a promotora Maria Clara Mendonça Perim, anunciou que não participaria deste pleito.
Danilo Raposo Lírio concorreu ao mesmo posto em 2024. Na ocasião, foram seis os inscritos e ele ficou em quinto lugar. Não alcançou, portanto, um lugar na lista tríplice.
Berdeal foi o segundo mais votado e acabou escolhido por Casagrande.
Os sinais de proximidade entre os dois, após o PGJ assumir o cargo, continuam. No domingo (25), por exemplo, o secretário estadual de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, publicou no Instagram foto na qual aparecem Berdeal e o governador com a seguinte legenda: "Fim da temporada de verão em Guarapari":
O atual chefe do MPES e Lírio já fizeram parte do mesmo grupo político interno no MP. Mas, naquele ano, a então procuradora-geral, Luciana Andrade, apoiou Berdeal, nos bastidores.
Danilo Lírio, por sua vez, discretamente contou com o endosso do ex-procurador-geral Eder Pontes, que é desembargador do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES).
Agora, os dois são novamente adversários.
O fato de apenas Danilo Lírio ter se disposto a concorrer desta vez é reflexo de cálculos eleitorais.
Pessoas próximas a Maria Clara Mendonça Perim, por exemplo, avaliam que participar da eleição de 2026 seria um desgaste desnecessário, considerando que a recondução do PGJ é dada como certa.
A ideia seria atuar estrategicamente e focar nos pleitos seguintes, já que apenas uma reeleição é permitida.
Outros membros do MPES, porém, acreditam que apresentar uma candidatura de oposição é importante para marcar posição e ampliar projeção.
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