Botelho não respondeu quando questionado sobre o motivo da decisão. Um amigo disse que o advogado desistiu de se candidatar "por motivos pessoais".
Outros especulam que, ainda que haja razões pessoais para a saída, se Marcus Botelho disputasse o comando da OAB-ES haveria um provável conflito em outra frente.
Agora, após a aposentadoria do desembargador Annibal de Rezende Lima, mais uma vaga do chamado Quinto Constitucional está em vias de ser preenchida por um membro a advocacia.
Para isso, os próprios advogados devem votar e escolher 12 nomes. Depois, cabe ao Conselho Seccional eleger seis entre esses e enviar a lista sêxtupla ao TJES.
A eleição para o comando da OAB-ES vai ser realizada em novembro e a expectativa é que a escolha do novo desembargador seja concluída antes disso, mas, em dado momento, as duas corridas vão ocorrer paralelamente, ainda que nos bastidores.
Desta forma, Botelho disputaria contra Rizk Filho, pela presidência da Ordem, e, ao mesmo tempo, o sócio dele precisaria de votos do colegiado comandado pelo presidente da OAB-ES.
É preciso ressaltar, entretanto, que, como já mencionado, isso, por enquanto, é apenas especulação. Marcus Botelho não citou a disputa pela vaga de desembargador como motivo da desistência. Aliás, não explicitou motivo algum, ao menos não à coluna.
Em comunicado postado no Instagram após a publicação deste texto, Marcus Botelho escreveu que "infelizmente, questões pessoais" o obrigam a adiar o sonho de disputar a presidência da OAB-ES:
Alexandre Puppim não respondeu se pretende concorrer à cadeira no TJES.
Enquanto isso, outros pré-candidatos vão em busca do apoio de advogados que estavam ao lado de Botelho. Erica Neves, por exemplo, já postou foto no Instagram com Luiz Claudio Allemand.
O ex-presidente da OAB-ES Homero Mafra estava inclinado a pedir votos para Marcus Botelho e agora vai ter que se reposicionar, mas repetiu que Erica Neves, sua antiga aliada, ele não endossa jeito nenhum desta vez.
São pré-candidatos à presidência da OAB-ES: José Calos Rizk Filho, Ben-Hur Farina, Erica Neves e José Antõnio Neffa Junior. Quem for eleito, ou reeleito, comandará a entidade por três anos.
Não vai receber salário, mas vai administrar um orçamento milionário, ganhar prestígio e visibilidade.