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Em Vitória

Chamada de "Rainha dos baixinhos", Damares diz que Bolsonaro merece o Nobel da Paz

Apelido da apresentadora Xuxa foi "transferido" à aliada do presidente da República pela vice-governadora eleita do DF, Celina Leão. Damares esteve no ES nesta sexta (21) ao lado de Michelle Bolsonaro

Publicado em 21 de Outubro de 2022 às 15:35

Públicado em 

21 out 2022 às 15:35
Letícia Gonçalves

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Letícia Gonçalves

Às vésperas do segundo turno, ex-ministra e senado eleita do DF, Damares Alves discursa em evento
Às vésperas do segundo turno, ex-ministra e senadora eleita do DF Damares Alves discursa em evento "Mulheres com Bolsonaro", em Vitória Crédito: Vitor Jubini/AG
A ex-ministra da Mulher e dos Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos), senadora eleita pelo Distrito Federal, fez uma rápida passagem por Vitória, no Espírito Santo, nesta sexta-feira (21).
Ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro, ela protagonizou o evento "Mulheres com Bolsonaro", que busca multiplicar o voto feminino e garantir a reeleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). O ato serviu também para reforçar o palanque do ex-deputado federal Carlos Manato (PL), que disputa o governo do estado.
Em discurso à plateia, formada por bolsonaristas, homens e mulheres, e algumas crianças, Damares narrou o que considera feitos do governo federal.
“O número de crianças assassinadas no Brasil em três anos e meio caiu 53%. Recorde mundial! Isso já daria a Bolsonaro o prêmio Nobel da Paz. Mas ele ainda acha pouco. ‘Eu quero erradicar a violência contra crianças e adolescentes no Brasil’. Bolsonaro fez! Bolsonaro faz!”, afirmou a ex-ministra. 
Damares foi apresentada por Karla Malta, filha do senador eleito Magno Malta (PL), como a autora da frase "meninos vestem azul e meninas vestem rosa". A maioria do público, independentemente do gênero, vestia, na verdade, verde e amarelo.
Já Celina Leão (PP), deputada federal e vice-governadora eleita do Distrito Federal, afirmou que o título de "rainha dos baixinhos" cabe a Damares e não à apresentadora Xuxa, que é a que ostenta o apelido. Xuxa foi vítima de abuso sexual na infância e adolescência e, em um vídeo emocionado, e sério, postou-se contra Bolsonaro nestas eleições.
A senadora eleita, por sua vez. disse que Bolsonaro é "o presidente das crianças". A principal bandeira de Damares é o combate ao abuso sexual contra crianças e adolescentes.
O próprio presidente foi lançado ao centro de uma polêmica após afirmar que "pintou um clima" entre ele e meninas venezuelanas de "14,15 anos", que se arrumaram "para ganhar a vida", nas palavras do próprio Bolsonaro. A declaração foi dada em uma entrevista em que ele criticava o governo do ditador Nicolás Maduro.
Damares e Michelle foram chamadas a apagar o incêndio. Depois, em vídeo, o presidente pediu desculpas pelo "mal-entendido". As meninas não estavam se prostituindo, como ele sugeriu. O "pintou o clima" continua sem explicação. 
Em Vitória, Damares e Michelle reforçaram a tese que a eleição é uma "guerra espiritual" em que Bolsonaro representa o bem e o adversário é "o partido das trevas".
A ex-ministra também foi questionada, recentemente, devido a afirmações, sem provas, de que crianças são traficadas em Marajó, no Pará. Segundo ela, os dentes dessas crianças são arrancados para facilitar o sexo oral e até a alimentação delas é alterada para facilitar o sexo anal. Damares disse isso durante culto em uma igreja. Entre os fiéis havia crianças.
Inicialmente, a ex-ministra disse que tinha provas do caso. Instada a apresentá-las, afirmou que são histórias que ela "ouviu nas ruas".
Nesta sexta, em Vitória, a senadora eleita disse que o ex-presidente Lula (PT) duvida que haja abuso sexual no Brasil. Provavelmente, ela se referia, de forma distorcida, ao suposto episódio de Marajó.
Damares também alertou "os pedófilos do Espírito Santo" que ela, o senador eleito Magno Malta (PL) e Bolsonaro vão "pegar todos eles".

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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