O número de bolsonaristas capixabas só aumenta. E não estou falando dos apoiadores do ex-presidente da República que moram no Espírito Santo.
Na Assembleia, a iniciativa de homenageá-lo partiu do deputado Alcântaro Filho (Republicanos).
No projeto de decreto legislativo, o parlamentar capixaba escreveu: "diante do importante papel religioso, espiritual, social e político que o Pastor e Deputado Federal Marco Antônio Feliciano possui e da relação com nosso estado requer que seja concedido a ele o título e de cidadão Espírito-Santense".
A justificativa de Alcântaro vem acompanhada do currículo de Feliciano. Lá, há o registro de que o pastor é, ou foi, proprietário da empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e da Tempo de Avivamento Empreendimentos, ambas em São Paulo. E também que Feliciano é doutor em Filosofia Cristã.
Não há nenhuma menção à relação que ele possui com o Espírito Santo — a unidade da federação, não o integrante da Santíssima Trindade.
De acordo com a Lei 7.832/2014, o título de cidadão espírito-santense deve ser concedido a "personalidade que tenha prestado relevantes serviços e incontestável benefício" ao estado.
O projeto de decreto legislativo tramitou em regime de urgência, a pedido do deputado Coronel Weliton (PTB). Foi aprovado pelo plenário, em votação simbólica.
Nesta quinta-feira (23), o Diário do Poder Legislativo deu publicidade à concessão da honraria: