A eleição de 2024, nos bastidores, também é lembrada com um fator que pesa na conta. Piquet poderia postular a vaga de vice, no caso de Pazolini tentar a reeleição, o que é bastante provável.
Mas o secretário de Governo, Aridelmo Teixeira (Novo), é outro nome lembrado. Claro que vice é coisa que se decide aos 45 do segundo tempo. As especulações e movimentações, porém, começam desde já.
Aridelmo foi criticado publicamente por Piquet em sessão da Câmara por mais de uma vez, em um momento em que o presidente do Legislativo não falava havia cerca de um mês com o prefeito. O clima estava pesado.
Eis que o ex-deputado e presidente estadual do Republicanos, Erick Musso, entrou em cena para apaziguar a situação. Há muita água para rolar por baixo da ponte, mas, hoje, ao menos publicamente, as coisas melhoraram bastante entre Piquet e Pazolini.
Prova disso é que, na prestação de contas que o prefeito fez aos vereadores, nesta quarta-feira (12), a troca de elogios entre os dois imperou.
Piquet lembrou que todos os projetos enviados pela prefeitura à Câmara foram pautados e aprovados e destacou a relação partidária que tem com o prefeito. "É uma honra estar ombreado com vossa excelência", afirmou o vereador.
Pazolini, por sua vez, elogiou "a condução serena" de Piquet à frente da Câmara, "um presidente que está ao lado do povo". "Harmonia e independência sempre", frisou o prefeito.
Aridelmo, em lugar de destaque à mesa, desta vez não foi atacado.
O prefeito ouviu críticas e questionamentos mais ácidos dos três vereadores de oposição, Karla Coser (PT), Vinícius Simões (Cidadania) e André Moreira (PSOL), mas foi incensado pela maioria dos parlamentares, que integram a base aliada.
O estresse provocado pelo veto ao reajuste salarial dos vereadores,
que foi derrubado, ficou para trás.