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Eleições 2022

A disputa por uma vaga de senador, ou senadora, no ES

A cadeira ocupada por Rose de Freitas (MDB) vai estar em disputa e alguns nomes já se movimentam

Públicado em 

07 jan 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Congresso Nacional
Apenas uma vaga ao Senado vai estar em disputa este ano no Espírito Santo Crédito: Pedro França
Na coluna de quinta-feira (6) mostramos que, se decidir tentar a reeleição, a senadora Rose de Freitas (MDB) vai enfrentar diversos percalços. E outros nomes também estão de olho na única vaga que vai estar em disputa no Senado pelo Espírito Santo.
Derrotado em 2018, o ex-senador Magno Malta (PL) deve tentar voltar à cadeira. Na planície e sem cargo no governo, ele está de volta às graças do presidente Jair Bolsonaro, que até se filiou ao PL, e tem andado para cima e para baixo com o presidente da República.
Presidente estadual do PP, Marcus Vicente diz que esteve com Evair há poucos dias e ouviu do deputado que ele vai concorrer à reeleição e que, no partido, não há essa conversa de tentar o Senado. 
A sigla integra a base de apoio ao governador Renato Casagrande (PSB). Se fosse lançar um nome, isso teria que estar alinhavado com o chefe do Palácio Anchieta.
"Estamos 100% fechados com o governador Renato Casagrande. Ciro Nogueira confirmou isso. Ele não está no exercício (da presidência nacional do partido) porque é ministro de Estado, mas confirmou que o compromisso firmado no Espírito Santo está referendado", afirmou Marcus Vicente. 
Marcus Vicente integra o governo Casagrande, é secretário de Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano.
O Republicanos, este distante da base de apoio a Casagrande, tem dois nomes que podem disputar o Senado. Obviamente, o partido vai lançar apenas um deles, se realmente entrar na corrida: o deputado federal Amaro Neto e o ex-prefeito de Colatina Sérgio Meneguelli
O presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, já afirmou que a preferência é para que Amaro tente a reeleição. A expectativa é que ele alcance votos suficientes para "puxar" mais um nome da legenda para a Câmara. Isso deixaria o caminho livre para Meneguelli, mas, como o próprio Amaro destacou, pode ser que o partido não tenha candidato ao Senado.
Isso porque o Republicanos lançou o presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso, como pré-candidato ao governo. A chapa ficaria pesada se a sigla decidisse concorrer ainda a outro cargo majoritário.
O secretário estadual de Controle e Transparência, Edmar Camata (sem partido), já manifestou o desejo de disputar o Senado e chegou a travar conversas com a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, para viabilizar isso. 
As conversas, no entanto, não avançaram. Camata tentou, em 2018, uma vaga de deputado federal pelo PSB. 
E por falar em PSB, o deputado estadual Sergio Majeski, que avisou que vai sair do partido, gostaria de tentar o Palácio Anchieta, mas pode acabar disputando outro cargo, entre eles o Senado. A ver. 
Em 2018, ele quase concorreu à vaga, mas desistiu. Foi reeleito deputado estadual e sagrou-se o mais votado para a Assembleia Legislativa.
No PT, o ex-reitor da Ufes Reinaldo Centoducatte é pré-candidato ao Senado.
Outro que se movimenta é o subtenente Assis. Ele foi candidato ao Senado em 2018, pelo PSL, mas não se elegeu. Como é militar da ativa do Corpo de Bombeiros não pode ser filiado a partido, mas está próximo do PTB, sigla pela qual deve disputar a cadeira mais uma vez este ano.
O Brasil 35 (novo nome do Partido da Mulher Brasileira) também tem um pré-candidato ao Senado, Idalecio Carone.
Há ainda Rose de Freitas, que pode tentar a reeleição. É a vaga ocupada por ela que vai estar em disputa.
Outros nomes podem surgir e alguns dos aqui citados podem ficar pelo caminho.
Especula-se que o ex-governador Paulo Hartung (sem partido) concorra ao Senado pelo PSD, mas enquanto analisa o cenário nacional, Hartung nada diz sobre o pleito local.
Quem for eleito, ou eleita, vai ficar no cargo por oito anos, com um salário de R$ 33.763,00. 
O Senado é composto por 81 membros, três de cada estado. Em uma eleição geral, um terço das cadeiras é renovado; na outra, os outros dois terços. 
No ano em que apenas uma vaga em cada estado é aberta, como em 2022, o pleito, obviamente, é mais acirrado.
Uma campanha de candidato a senador não é coisa trivial. Para se ter uma ideia, em 2018, Fabiano Contarato (eleito pela Rede), obteve mais votos que o governador Casagrande. O socialista alcançou 1.072.224 votos e Contarato, 1.117.036.
Naquele ano, um sentimento de renovação ganhou força na reta final, impulsionando Contarato e Marcos do Val (eleito pelo Cidadania).
Quem quer um lugar no Senado precisa mais do que querer e contar com a sorte. Para "vingar" como candidato já é difícil. A posição é normalmente negociada entre partidos aliados.
Atualmente, o Senado tem sido o principal foco de resistência ao governo Bolsonaro que, por meio da concessão de emendas e da parceria com o Centrão, tem um cenário mais favorável na Câmara dos Deputados.
O Senado protagonizou, por exemplo, a CPI da Covid, que resultou na abertura de 12 inquéritos no Ministério Público Federal para apurar irregularidades na condução do combate à pandemia.
Não é coincidência que uma das metas de Bolsonaro seja emplacar aliados lá. O presidente pretende tentar a reeleição e, na hipótese de ser bem-sucedido, quer encontrar um terreno mais amigável na Casa em 2023.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no Gazeta Online/ CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, também como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 até 2021, quando assumiu a coluna Letícia Gonçalves.

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