A violência no trânsito é um problema grave de saúde e de
segurança pública. Os números são eloquentes: em 43 dos 78 municípios do Espírito Santo, de janeiro a setembro deste ano, foram registradas mais mortes decorrentes do movimento de veículos nas vias públicas do que por homicídios.
Segundo a análise de Marçal, por meio dos dados, os municípios que têm mais óbitos no trânsito do que por homicídios são: Afonso Cláudio, Águia Branca, Alfredo Chaves, Alto Rio Novo, Anchieta, Apiacá, Aracruz, Atílio Vivácqua, Cachoeiro de Itapemirim, Colatina, Conceição da Barra, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Governador Lindenberg, Guaçuí, Guarapari, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Itapemirim, Itarana, João Neiva, Laranja da Terra, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Montanha, Muqui, Nova Venécia, Pinheiros, Presidente Kennedy, Rio Bananal, Rio Novo do Sul, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São Domingos do Norte, São Mateus, São Roque do Canaã, Sooretama, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante e Viana.
Marçal apontou que há uma série de condicionantes que leva a esses problemas. “Verificamos que há municípios que são cortados por grandes rodovias estaduais e federais, o que culmina em maior circulação e, infelizmente, maior probabilidade de acidentes. Também vemos no trânsito situações de imprudência que ceifam vidas de modo tão precoce”, afirmou.
Em alguns municípios, a diferença chama a atenção. Em
Aracruz, foram 21 mortes no trânsito contra 13 homicídios. Já em Nova Venécia, foram 20 óbitos por acidentes contra 12 assassinatos.