O Sindicato dos Servidores Públicos do Município de Vila Velha (Sinfais) anunciou nesta quarta-feira (11) que vai ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a lei municipal que prevê reajustes salariais de quase 90% para o prefeito
Arnaldinho Borgo (Podemos), o futuro vice-prefeito, Cael Linhalis (PSB) e secretários municipais.
A partir de 1º de janeiro, o salário do prefeito vai passar de R$ 15,3 mil para R$ 29 mil, com um reajuste de 88,7%. O do vice, de R$ 13,3 mil para R$ 25,2 mil, aumento de 88,9%. O reajuste salarial dos secretários foi de 87%, passando de R$ 12,2 mil para R$ 22,9 mil.
“A análise preliminar realizada pelo setor jurídico do Sinfais aponta um possível vício de iniciativa na origem do projeto de lei, uma vez que a proposição legislativa teria partido do Poder Legislativo Municipal, quando, em situações semelhantes, a Constituição Estadual do Espírito Santo determina que projetos com impacto financeiro e orçamentário devem ser de iniciativa exclusiva do Poder Executivo”, defende o presidente do sindicato, Ricardo Aguilar.
Segundo o sindicalista, de acordo com o artigo 125 da Constituição Estadual, o
Tribunal de Justiça do ES (TJES) é competente para processar e julgar ações diretas de inconstitucionalidade contra leis municipais que sejam obrigatórias ou remissivas em relação à Constituição Estadual. Segundo o parecer preliminar, argumenta, o projeto aprovado pela Câmara de Vila Velha estaria em possível desconformidade com esses dispositivos.
Para o Sinfais, o aumento salarial do prefeito, vice e secretários também viola o princípio da moralidade administrativa, haja vista que para o sindicato dos servidores municipais o reajuste proposto foi considerado desproporcional, violando o princípio constitucional da moralidade.