Segundo a imprensa cearense, o governador Elmano de Freitas (PT) estava insatisfeito com o desempenho do ex-titular da pasta, Samuel Elânio. Os números falam por si: nos primeiros meses deste ano, o número de homicídios disparou no Estado nordestino. Somente em abril foram 343 homicídios, o mês mais violento no
Ceará desde novembro de 2020, conforme dados oficiais da Secretaria da Segurança.
Os números estavam ruins desde agosto de 2019, mas ficaram ainda piores em março de 2020, com o registro de 143 assassinatos no ES, o pior resultado para um mês desde fevereiro de 2017, quando ocorreu a fatídica greve da PM no Estado.
Roberto Sá, que também ocupou a mesma pasta no Rio de Janeiro, foi “sacrificado” pelo governador Casagrande, que substituiu o delegado federal pelo coronel da Polícia Militar Alexandre Ramalho.
Por sinal, o crescimento da violência no Rio de Janeiro também foi o motivo da queda de Roberto Sá do comando da Segurança Pública do Estado fluminense, que acabou sofrendo intervenção federal no setor.
No Rio, ele ficou no cargo de outubro de 2016 a fevereiro de 2018. E no Espírito Santo, de janeiro de 2019 a abril de 2020. Em ambos, o prazo de validade de Roberto Sá expirou em menos de um ano e meio.