Estudo do Instituto Trata Brasil estima que no período de 2023 a 2040 a universalização do
saneamento básico no Espírito Santo pode gerar benefícios de R$ 10,3 bilhões e gerar 23 mil postos de trabalho na
economia capixaba.
Os benefícios devem chegar a R$ 24,3 bilhões, sendo R$ 19,1 bilhões de benefícios diretos (renda gerada pelo investimento e pelas atividades de saneamento e impostos sobre consumo e produção recolhidos) e de R$ 5,2 bilhões devido à redução de perdas associadas a fatores externos.
Os custos sociais no período devem somar R$ 14 bilhões aproximadamente. Assim, os benefícios devem exceder os custos em R$ 10,3 bilhões, indicando um balanço social bastante positivo. Essa relação indica que para cada R$ 1,00 investido em saneamento, o
Espírito Santo deve ter ganhos sociais de R$ 2,5.
“Entre 2023 e 2040, o estudo mostra que no Espírito Santo o acesso pleno à água tratada e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto resultará em R$ 10,3 bilhões em benefícios líquidos, algo que não somente trará frutos para a população capixaba no período analisado, como também deixará um futuro promissor para as próximas gerações”, analisa Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil.
Dados disponibilizados pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base de 2021, apontam que no Espírito Santo cerca de 84,7% dos habitantes têm o acesso à água potável e 60,5% são atendidos com coleta de esgoto.
Enquanto isso, menos da metade do esgoto gerado (44,5%) é tratado – volume que representa o despejo diário de 123 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento no meio ambiente. Ainda sobre os serviços básicos, no Estado 38,8% da água potável produzida nos sistemas de distribuição é perdida antes de chegar nas residências capixabas.
O Instituto Trata Brasil (ITB) é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que surgiu em 2007 com foco nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país.
O ITB produz estudos, pesquisas e projetos sociais visando conscientizar o cidadão do problema e, ao mesmo tempo, pressionar pela solução nos três níveis de governo. A proposta é que todos conheçam a realidade do acesso à água tratada, coleta e tratamento dos esgotos e busquem avanços mais rápidos.