Renato Casagrande (PSB) está comandando as ações do Estado no combate à pandemia do coronavírus, mas tem tomado precauções para não ser uma das
vítimas da Covid-19. O governador, de 59 anos (faz 60 em dezembro), praticamente aboliu as reuniões presenciais e tem optado por ferramentas digitais para se comunicar com auxiliares e demais interlocutores.
No dia a dia, o governador tem sempre à mão um
frasco de álcool em gel. Quando possível, corre para lavar as mãos com água e sabão, a forma mais indicada pelas autoridades de saúde para combater o novo coronavírus. Outra medida preventiva que tem adotado é
manter distância segura de outras pessoas - o ideal é a de pelo menos dois metros.
Os procedimentos adotados permitem que o governador mantenha a rotina administrativa: "Estou realizando reuniões e entrevistas por videoconferência. Reduzi atendimentos e, quando os faço, limito a poucas pessoas e mantendo a distância. Estou usando álcool para higienizar mãos, óculos e celular. Uso a minha própria caneta. Em casa mantenho os mesmos cuidados e, ao chegar, não entro com os sapatos e vou direto para o banho", conta Casagrande.
A assessoria do governador montou uma sala, no Palácio Anchieta, toda equipada para que o governador participe de entrevistas coletivas ou reuniões por vídeo. A ferramenta que ele tem usado para se comunicar com vários auxiliares ao mesmo tempo é o Zoom, muito utilizada neste período de distanciamento social e confinamento.
Dos 24 secretários de Estado, apenas dois
estão trabalhando de casa por serem considerados integrantes do grupo de risco: Marcus Vicente (Saneamento, Habitação e Desenvolvimento Humano), por ser do grupo de risco (65 anos e cardíaco), e Nara Borgo (Direitos Humanos), que veio recentemente da Jamaica e, por estar gripada, se mantém em isolamento. Todos os outros estão trabalhando de forma presencial.
No Palácio Anchieta foram dispensadas as pessoas do grupo de risco e foi adotado um revezamento dos demais funcionários, evitando aglomerações.
As visitas ao palácio para o público estão paralisadas desde o início das medidas de distanciamento social e, por isso, os profissionais que orientam as visitas também estão dispensados de vir ao trabalho.