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Leonel Ximenes

Prefeito quer mudar hino de cidade do ES, mas vereadores resistem

Embora exista há décadas, canção atual não é reconhecida por lei, alega o chefe do executivo municipal

Publicado em 09 de Maio de 2024 às 03:11

Públicado em 

09 mai 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Entrada de Rio Novo do Sul, que fica às margens da BR 101
Entrada de Rio Novo do Sul, que fica às margens da BR 101 Crédito: Divulgação
Localizada às margens da BR 101, a pequena e pacata cidade de Rio Novo do Sul, à falta de algum assunto mais vibrante, está debruçada no momento sobre um tema que vem causando certa polêmica: a mudança do hino do município.
O prefeito Jocenei Marconcini Castelari, mais conhecido como Nei Castelari (Podemos), defensor da ideia, enviou o projeto de mudança da canção da cidade e pediu regime de urgência na votação, mas enfrentou um primeiro revés: no começo desta semana, os vereadores, por 5 votos 4, rejeitaram a aceleração da tramitação matéria, que passa a ser analisada normalmente nas comissões da Casa.
Em sua mensagem à Câmara de Vereadores, o chefe do executivo municipal alega que o hino atual, que existe há décadas, não foi criado por lei. Na nova composição, a palmeira-juçara é exaltada, embora ela não seja a principal cultura agrícola do município.
O hino atual, que de tão antigo até a melodia se perdeu, segue a tradição ufanista de composições cívicas, evidenciada na sua primeira estrofe: “Passo a passo o progresso/ A essas plagas chegou/ E seus filhos com denodo/ E honradez o aproveitou/ E agora em nosso Estado/ É um próspero município/ Para orgulho de seus filhos/ Que esforço não poupou”.
Ouvido pela coluna, o presidente da Câmara Municipal de Rio Novo do Sul, Rodolpho Longue Diirr (Republicanos), diz que pessoalmente é contra a mudança do hino da cidade. Aliás, foi dele o voto de minerva para definir a votação (5 x 4) que rejeitou o pedido de tramitação de regime de urgência do projeto.
“O projeto agora vai para as comissões porque é preciso saber por que o executivo quer mudar o hino, vamos ter mais tempo para analisar a matéria”, pondera. “Mas posso adiantar que neste primeiro momento não concordo com a mudança, a não ser que me convençam”, acrescenta.

HINO ATUAL NÃO É OFICIAL, DIZ PREFEITO

Em conversa com a coluna por WhatsApp, o prefeito Nei Castelari afirmou que o hino atual não é oficial: “Não existia hino nenhum, estamos criando o hino municipal”.
Sobre a referência à palmeira-juçara, Castelari alega que essa cultura tem importância na economia do município, mas cita outras de relevância como o café, o leite, o cacau e a banana, embora estas sejam ignoradas na letra do novo hino proposto.
A letra do hino proposto pelo prefeito
A letra do hino proposto pelo prefeito Crédito: Divulgação
A palmeira é citada numa estrofe do hino defendido pelo gestor da cidade do Sul do Espírito Santo: “E esse vale do amor/ Se tornou a capital da juçara/ A palmeira que vem crescendo”.
Indagado se outras culturas agrícolas estão presentes no novo hino, Castelari diz que sim: “Este hino tem as principais economias do nosso município”, responde, embora só haja menção explícita à palmeira-juçara e às pedras ornamentais e genericamente à agricultura.
Agora resta ao prefeito torcer para que os vereadores não cortem a palmeira tão decantada por ele. Afinal, os facões estão afiados na Câmara.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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