A vida voltou ao “normal” em
Vitória, mesmo com a enxurrada de internações e as luzes amarelas e vermelhas acesas por causa da pandemia da Covid-19. E um indicador que revela isso é a poluição do ar, medido pelas estações de qualidade do ar do Centro e da Enseada do Suá, que monitoram o material particulado de 10 micrômetros de diâmetro.
Traduzindo: trata-se de partículas que são inaláveis, ou seja, podem penetrar nas vias respiratórias superiores (pulmões) e prejudicar a saúde da população exposta. Em fevereiro, um mês antes de deflagrar a
pandemia, a estação da Enseada do Suá teve uma média mensal de 20 microgramas por metro cúbico desse material. Em abril, chegou a cair para 15. Já em outubro, segundo o dado mais atualizado do
Observa Vix, a medida já está em 21.
A estação do Centro da Capital também mediu essas variações. Entre fevereiro e junho, a quantidade média mensal de microgramas por metro cúbico variou entre 13 e 14. Já em outubro, pôde-se constatar que este nível foi para 18, mostrando a intensa circulação na área.
Segundo as
organizações de saúde, quando há a concentração, no período de 24 horas, de 0 a 50 microgramas por metro cúbico material particulado de 10 micrômetros de diâmetro, a qualidade do ar é boa, mas há observações.
Em locais com qualidade do ar boa ou moderada, as pessoas integrante de grupos sensíveis (crianças, idosos e indivíduos com doenças respiratórias e cardíacas) podem apresentar sintomas como tosse seca e cansaço. A população, em geral, não é afetada. As informações estão disponíveis no
site do Iema.