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Leonel Ximenes

Os bairros que lideram as estatísticas de golpes na Grande Vitória

“Milionária”, indústria do estelionato fez vítimas a cada 12 minutos no ES, em média, em 2024

Publicado em 22 de Abril de 2024 às 03:11

Públicado em 

22 abr 2024 às 03:11
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Viaturas da Polícia Militar
Viaturas da Polícia Militar: de janeiro a março, foram registrados 10.756 casos de estelionatos e fraudes no Espírito Santo Crédito: Fernando Madeira
A “indústria” dos golpes no Espírito Santo está mais movimentada, infelizmente, do que nunca. De janeiro a março, foram registrados impressionantes 10.756 casos de estelionatos e fraudes no Estado, o que equivale a um delito do tipo a cada 12 minutos.
O levantamento, realizado pelo advogado criminalista e especialista em segurança pública Fábio Marçal, a partir de dados da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), demonstra que os criminosos estão audaciosos.
As estatísticas demonstram que bairros com ampla presença comercial lideram as ocorrências em 2024. Em primeiro lugar está o Centro (Vitória), com 411 registros; Campo Grande (Cariacica), com 364; e Praia da Costa (Vila Velha), com 324.
Marçal diz que possivelmente existam subnotificações: “Não temos dúvidas de que a quantidade está ainda com menos registros do que deveria, porque muitos têm vergonha de terem sido vítimas desse tipo de crime”.
Também há outras situações corriqueiras, como falsos consórcios, em que o criminoso anuncia um bem, carro ou imóvel, como se estivesse à venda, mas não está. “Normalmente, atinge famílias de baixa renda, que se preparam a vida inteira para comprar um bem e são enganadas”, lamenta.
“Sem dúvida alguma, podemos dizer que isso é uma indústria milionária. Nenhum criminoso comete estelionato ou fraude abaixo de R$ 100. Os golpes mexem com sentimentos ou utilizam até tecnologias cada vez mais avançadas, com ligações com vozes de inteligência artificial para dizer que o cliente teve compra realizada no cartão de crédito, sendo que não teve. Quem usa tecnologia tem, minimamente, estrutura para manter esse aparato”, analisou Marçal.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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