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Leonel Ximenes

Militares estão cada vez mais presentes nas eleições no ES

Em algumas situações, o crescimento dessas candidaturas foi de 93%, mostra pesquisa

Publicado em 15 de Novembro de 2023 às 03:11

Públicado em 

15 nov 2023 às 03:11
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes Leonel Ximenes
Urna eletrônica usada nas eleições brasileiras
O levantamento sobre a participação dos militares nas eleições foi feito pela consultoria Fernando Carreiro Imagem, Comunicação e Inteligência Crédito: Nelson Jr./Ascom/TSE
Policiais e bombeiros militares estão cada vez mais se candidatando a cargos eletivos no Espírito Santo. Em algumas situações, o crescimento dessas candidaturas, entre anos e tipos de pleitos, foi de 93%.
O levantamento foi realizado pela consultoria Fernando Carreiro Imagem, Comunicação e Inteligência, com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), para o boletim A Vírgula, publicado neste domingo (12).
De acordo com a pesquisa, que tem como referência a participação de policiais militares, bombeiros e militares da reserva nas eleições, a presença desse segmento nos pleitos foi de 87, em 2012, e passou para 168, em 2020, o que representa um acréscimo de 93%.
Já nas eleições estaduais/federais, esse número saltou de 19, em 2014, para 30, em 2020, o que representa alta de 58%, segundo o levantamento.
Quanto aos partidos mais frequentes dos militares, a pesquisa demonstra que até 2012 havia o domínio de siglas mais ligadas à gestão estadual, como o PSB e o PSDB. Depois, as legendas que mais abrigaram os policiais e os bombeiros estão conectadas ao núcleo da direita.
“Em 2018, ano em que Jair Bolsonaro se candidatou e se elegeu presidente da República pelo PSL, o cenário ficou dominado exclusivamente por siglas conservadoras. O partido em que ele estava, inclusive, foi o maior detentor de candidaturas militares no Estado”, atesta o boletim.
O levantamento finaliza com a reflexão de que, cada vez mais, os militares têm se transformado em bons cabos eleitorais.

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

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