Uma reunião realizada nesta semana no Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, segundo apurou a coluna, definiu a estratégia que poderá ser utilizada caso o número de leitos de UTI e de enfermaria seja insuficiente para o tratamento de pacientes com
Covid-19: a utilização do Hospital Materno-Infantil da Serra.
Pelos corredores do Jayme Santos Neves, profissionais da saúde se mostram preocupados com o eventual aumento de contagiados que venham a procurar a unidade hospital estadual nas próximas semanas, que é referência no tratamento do novo coronavírus.
Segundo o censo da
Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), 175 dos 250 leitos de UTI para Covid no Jayme estão ocupados (70% da capacidade), enquanto 27 dos 40 leitos de enfermaria exclusivos para a doença estão sendo utilizados (67,5% do total).
Construído pela
Prefeitura da Serra com recursos do governo federal e do município, a unidade, que custou cerca de R$ 100 milhões, tem 176 leitos e capacidade para atender 8,7 mil gestantes por ano e realizar 725 partos por mês.
O Hospital Materno-Infantil está pronto desde setembro do ano passado e sob gestão da Sesa desde dezembro, mas até hoje não foi inaugurado. A unidade fará parte do complexo do Hospital Jayme Santos Neves, com expectativa de que seja aberto até abril.
Contudo, diante de uma possível escalada de pacientes com a doença, especialmente após o feriado de
Carnaval, uma ação mais emergencial poderia ser feita e antecipar a abertura da unidade, conforme explicado na reunião entre os profissionais da Saúde. No lugar de nascimentos, entre a luta para salvar vidas em perigo.