Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Leonel Ximenes

Homicídios no ES: uma boa e uma má notícia em meio à pandemia

Segundo quadrimestre deste ano teve menos assassinatos que o quadrimestre anterior, mas houve mais ocorrências em relação ao mesmo período do ano passado

Publicado em 01 de Setembro de 2020 às 10:13

Públicado em 

01 set 2020 às 10:13
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Veículo da Divisão de Homicídios: em Cariacica, o índice caiu em janeiro
Veículo da Divisão de Homicídios: ES pode chegar a mil assassinatos neste ano Crédito: Carlos Alberto Silva
Agosto e o segundo quadrimestre terminaram com uma boa e uma má notícia no índice de homicídios no Estado. A má: mesmo com a pandemia de Covid-19 e o isolamento social, houve aumento de ocorrências em relação ao mesmo período do ano passado (critério utilizado pelo governo do Estado para a contagem). Mas há o lado bom: houve uma queda de casos em relação ao primeiro quadrimestre deste ano (janeiro a abril).
Aos números: o período entre maio e agosto deste ano teve uma alta de 8% dos assassinatos ante o mesmo intervalo do ano passado. Foram 297 casos em 2020, contra 275 de 2019. Em agosto último, houve o mesmo número de mortes do ano passado: 73 a 73.
A boa notícia é que houve uma redução de mortes violentas na comparação dos quadrimestres deste ano. O primeiro, marcado pela crescente na violência e pela troca na cúpula da Segurança Pública capixaba, teve 441 casos – o período inicial de 2019 teve 363 mortes.
No meio da segurança pública, a razão para a queda de mortes entre os quadrimestres de 2020 tem patente, nome e sobrenome: o coronel da Polícia Militar Alexandre Ramalho, que chegou em abril ao posto de secretário de Estado da Segurança Pública, em momento de pleno insucesso do seu antecessor, o delegado da Polícia Federal Roberto Sá.
Fatores como mais operações integradas e o isolamento social da população, cuja média foi de 46,8%, de 1º de maio a 30 de agosto, segundo o Painel Covid-19, ajudam a explicar a queda das ocorrências. Embora a retração tenha sido de 32,65% em relação ao primeiro quadrimestre, a conta ainda ficou salgada quando comparada à semelhante época de 2019 – e sem pandemia.

META É NÃO ULTRAPASSAR OS 65 ASSASSINATOS AO MÊS

Alexandre Ramalho, que tem ido às ruas pessoalmente participar das operações policiais, tem um número já cravado na sua planilha: 65. Não se trata de uma quantia cabalista ou algo do tipo, mas sim a conta para não ultrapassar os mil homicídios neste ano. Atualmente, o Estado já conta 738 mortes (em 2019, eram 638).
Se nos próximos quatro meses se repetir a quantidade de 65 homicídios, o Espírito Santo acabaria o ano com 998 assassinatos. Em 2019, foram 984. Para referência do momento atual da violência capixaba, a média do último quadrimestre foi de 74 mortes/mês – e sob o comando de Ramalho e companhia.
Setembro, outubro, novembro e dezembro apresentam desafios sociais e sazonais para os gestores da segurança pública. Sociais, no sentido de que a pandemia chega a seu momento de redução de risco no maior bolsão populacional (Grande Vitória) e com tendência natural de maior aglomeração, independentemente da classe social; e sazonais, uma vez que há feriados, saídas temporárias de presos e a chegada do verão, em situações nas quais, infelizmente, ocorrem mais assassinatos, comprovadas estatisticamente.
Em 2019, o último quadrimestre foi cenário de aumento de mortes, que só cessaram em abril. Os quatro meses finais do ano passado representaram 346 homicídios, ou seja, 35,16% - mais de um terço – de todos os assassinatos daqueles 365 dias.

VILA VELHA TEM AUMENTO DE 33% DOS CASOS

A Região Metropolitana tem 439 dos 738 homicídios – 59,48% dos incidentes. E o município que mais se destaca negativamente é Vila Velha com 113 casos. Justamente nesse mesmo período, em 2019, havia um sentimento mais positivo, a partir dos 85 casos registrados. Isso significa um aumento de 32,94%.
A Serra também não fica para trás na escalada da carnificina humana. São 121 assassinatos contra 97. Cariacica tem uma situação semelhante, com 122 ocorrências, sendo que em 2019, até o presente momento, havia 97. Vitória é a única cidade da Região Metropolitana com queda na violência: 44 a 46.
Como nos últimos meses, a região Norte é a única com redução dos homicídios, tendo o placar atual de 131 incidentes contra 138 do último ano. As demais não têm motivos para comemorar. No Sul, 62 a 42; no Noroeste, 75 a 73; na Serrana, 31 a 26; e, por fim, na Grande Vitória o saldo é de 439 a 359.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Como possível ação dos EUA no Irã elevou petróleo ao maior nível desde 2022
Vista aérea de Enseada do Suá, bairro onde fica localizado o Cais das Artes.
De Barcelona a Vitória, passando pela Barra da Tijuca: o urbanismo que salva e o que condena
Suspeita teria usado uma cadeira para pular o muro da casa e atacar Aguilar Pugatti, de 64 anos
Cuidadora suspeita de matar homem em São Mateus se apresenta à polícia

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados