Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Combate ao crime

Coronel Ramalho lidera pelo exemplo na Secretaria de Segurança

A Gazeta já noticiou o aumento do número de operações, porém mais significativo é o número de suspeitos abordados, multiplicados por 100

Publicado em 31 de Maio de 2020 às 05:00

Públicado em 

31 mai 2020 às 05:00
Henrique Herkenhoff

Colunista

Henrique Herkenhoff

Secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho.
Secretário de Segurança Pública e Defesa Social, coronel Alexandre Ramalho. Crédito: Polícia Civil
Depois de um curto período e já entregando uma reversão da tendência de alta para baixa no número de homicídios, ainda está muito cedo para previsões de longo prazo e uma avaliação mais definitiva da gestão do Coronel Ramalho à frente da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), mas já é possível perceber uma acertada opção estratégica: não definir uma estratégia inicial e focar no operacional.
A Gazeta já noticiou o aumento do número de operações, porém mais significativo é o número de suspeitos abordados, multiplicados por 100. Também houve importantes prisões de homicidas pela PM, o que sugere que a corporação está indo direto ao assunto.
Se utilizarmos uma imagem do futebol, é como passar dos 30 minutos do segundo tempo e precisar desesperadamente marcar um gol: até o goleiro vai tentar cabecear. Claro que não é um modo de jogar durante todo o campeonato, mas há momentos em que ou vai ou racha.
Ou podemos recorrer à história dos grandes líderes militares, como o General Leônidas, que salvou a Grécia com 300 homens (na verdade, eram 10 vezes mais, mas ainda pouquíssimos diante do exército persa), ou Churchill após a retirada de Dunquerque, ou Aníbal atravessando os Alpes.
Havia muito mais de motivação da tropa do que de estratégia em cada uma dessas situações. Deixar cada soldado com a faca nos dentes e sangue nos olhos era o mais decisivo, pois as condições eram as mais adversas, os riscos eram tremendos e outros teriam buscado uma rendição.
Já escrevi nesta coluna sobre o fato de a PM haver caído em depressão anaclítica após o movimento paredista, e sobre a necessidade de reacender os brios e os ânimos. Além dos resultados extremamente positivos, ao menos por enquanto, parece que também a PC está se contaminando do entusiasmo da Sesp.
Todo mundo sabe que esse não é o modelo para tempos normais ou para ser seguido no longo prazo, mas vivemos um momento crucial, com crises na saúde e na economia, e no horizonte vemos apenas sangue, suor e lágrimas. A única tentação a ser evitada nessa corrida é a armadilha de enfraquecer a inteligência para colocar todo mundo no ataque: os jogadores não podem estar todos dentro da área, ou quem vai cobrar o corner, fazer os lançamentos, driblar e desorganizar a defesa adversária?
Então, parece que é isto o que se passa na cabeça do Ramalhão: liderar pelo exemplo, focar resultados e esperar passar o pior da tempestade.

Henrique Herkenhoff

É professor do mestrado em Segurança Pública da UVV. Faz análises sobre a violência urbana e a criminalidade, explicando as causas e apontando caminhos para uma sociedade mais pacífica. Escreve aos domingos

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Acidente deixa duas pessoas feridas na Avenida Beira-Mar
Acidente deixa duas pessoas feridas e congestiona trânsito em Vitória
Bernadete de Souza Braga, de 61 anos, assassinada com golpes de facão em 4 de outubro de 2023
Pena de 40 anos para homem que matou mulher com golpes de facão no ES
Imagem de destaque
Análise: acordo com o Irã põe fim à guerra que revelou limites do domínio americano

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados