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Espírito Santo convive com um cenário de guerra nas ruas e estradas. De janeiro a agosto de 2024 houve um aumento geral dos óbitos, passando de 547 para 643, na comparação com o mesmo período do ano passado, e isso aconteceu muito em função de acidentes envolvendo motociclistas.
Somente com motocicletas, foram registradas 322 ocorrências fatais nos oito primeiros meses do ano no Estado - um acréscimo de 21,5% ante os números do ano passado, quando foram contabilizadas 265 vítimas. O quantitativo atual, envolvendo esse tipo de condutor, representa 50% do total de óbitos.
O especialista em
segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal mostrou preocupação com esse número alarmante. "Somente pensando nos motociclistas, é mais de uma pessoa morrendo todos os dias. Isso é muito grave", alertou.
Marçal frisou que há algumas possibilidades quanto a esse aumento: "Há situações de imprudência e de imperícia do motociclista. Há também casos em que ocorrem colisões entre automóveis e as motos e aí quem está sobre duas rodas fica mais vulnerável. Ainda há ocorrências nas quais trabalhadores, que necessitam de finalizar entregas, por exemplo, acabam morrendo porque querem estar no tempo mais rápido no lugar aonde querem chegar".
Para ele, o caminho para a diminuição da violência do trânsito passa pela educação. "Temos que trabalhar desde cedo com as crianças e os adolescentes, porque forjamos pedestres, motoristas e condutores durante toda a vida. E é preciso conscientizar os adultos também.”