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Prefeitura de Guarapari já começou os estudos técnicos e jurídicos que vão possibilitar à municipalidade passar a cobrar uma taxa para entrada dos ônibus de turismo (excursão) no balneário, prática que já ocorre em algumas cidades turísticas brasileiras.
Embora a prefeitura ressalte que ainda não haja nenhuma decisão definitiva ou regulamentação imediata de cobrança, a nova taxa está em estudo, segundo admite a própria gestão do
prefeito Rodrigo Borges (Republicanos), em nota enviada à coluna.
“A Prefeitura de Guarapari informa que tem avaliado, por meio de estudos técnicos e diálogo com diversos setores da sociedade, propostas para a regulamentação da entrada de ônibus de excursão na cidade. A medida faz parte de um conjunto de projetos voltados à organização, gestão e melhoria da mobilidade urbana no município”, diz o texto.
O assunto foi mencionado recentemente pelo secretário de Turismo de Guarapari, Fernando Otávio Campos. Em entrevista ao site Folha Online.ES, ele revelou que está avaliando os modelos de cobrança adotados em outras cidades brasileiras. A ideia é investir na construção de um estacionamento público para, em seguida, implantar medidas de controle mais rígidas.
“Pretendemos adotar práticas comuns em destinos turísticos como Balneário Camboriú, Porto Seguro, Búzios e Cabo Frio, que fazem a cobrança de entrada e o controle do fluxo de ônibus de excursões”, citou Campos, favorável à cobrança da taxa de turismo.
O debate sobre a cobrança passou a ter mais relevância após a divulgação de um estudo da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), apontando que
Guarapari foi o destino mais procurado do Espírito Santo por viajantes em transporte terrestre fretado em 2024.
De acordo com o primeiro Anuário do Transporte Terrestre da Setur, o balneário mais famoso do Estado recebeu 162.410 passageiros nesse tipo de viagem no ano passado, superando Vitória, que ficou em segundo lugar com 130.069.
Os queridos vizinhos mineiros sabem muito bem: conhecer Guarapari não tem preço (mas pode passar a ter).