Polícia Militar, Polícia Civil, Força Nacional, todo esse aparato de segurança não está sendo suficiente para conter o número crescente de homicídios em Cariacica. Nos primeiros 12 meses de atuação da Força Nacional no Espírito Santo (de setembro de 2019 a agosto de 2020), aconteceram 168 assassinatos na cidade da
região metropolitana da Grande Vitória. Antes da chegada da FN, considerando-se o mesmo intervalo de tempo (setembro de 2018 a agosto de 2019), foram registrados 148 crimes - um acréscimo de 13,51%.
O trabalho da Força Nacional com as polícias provocou apenas uma mudança no bairro líder em mortes. Se no período anterior à FN em Cariacica a liderança estava com Bandeirantes (que faz limite com Vila Velha), com nove assassinatos, agora, nos 12 meses de trabalhos conjuntos, Nova Rosa da Penha viu a quantidade de homicídios explodir, passando de cinco para 16.
Graúna, que fica perto de Nova Rosa da Penha, é outro local onde os assassinatos não deixam de ser rotina. Nos períodos analisados, o bairro ficou em segundo lugar, tendo, respectivamente, oito mortes na época pré-Força Nacional e outras 10 já sob o monitoramento do Estado Presente e do Em Frente, Brasil.
Destaca-se ainda negativamente o salto da violência nos bairros Flexal I e II, pontos de vulnerabilidade social. Se antes da Força Nacional somavam oito homicídios – cinco em Flexal I e mais três em Flexal II –, a conta sangrenta passou para 15, com oito ocorrências em Flexal I e sete em Flexal II.
O início da segunda temporada da Força Nacional no Espírito Santo, que agora está à disposição não só de Cariacica,
mas de toda a Grande Vitória, não foi promissor. Aconteceram em setembro 14 assassinatos no município cariaciquense.