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Leonel Ximenes

Estudante capixaba recebe convite da Inglaterra para vacinar contra Covid

Estagiária de Direito, que mora em Cariacica, viveu no país europeu de 2004 a 2006

Publicado em 26 de Janeiro de 2021 às 13:58

Públicado em 

26 jan 2021 às 13:58
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O e-mail enviado a Lidiane pelo NHS
O e-mail enviado a Lidiane pelo NHS Crédito: Divulgação
Que saudades da Inglaterra, deve estar suspirando a capixaba Lidiane Lahass, de 37 anos, estudante do último ano de Direito de uma faculdade particular em Cariacica. É que nesta segunda-feira (25) ela foi surpreendida ao acessar sua conta de e-mail. Lá estava um convite do NHS (National Health Services), o famoso e eficiente sistema público de saúde inglês, para que ela se apresentasse para tomar a tão desejada vacina contra a Covid-19.
E como uma capixaba que mora em Campo Grande, Cariacica, foi acionada para ser vacinada na Inglaterra? A resposta é simples: é que de 2004 a 2006 Lidiane morou na Inglaterra, utilizava o sistema de saúde da terra da rainha e por isso ela continuou cadastrada no NHS.
“É uma sensação bem controversa, porque na Inglaterra eu era imigrante. Obviamente contribuía para a economia daquele país, pagava imposto, mas eu era apenas uma imigrante”, ressalta Lidiane, que trabalha como estagiária num renomado escritório de advocacia em Vitória.
Ela conta que a fama mundial do NHS, o “SUS inglês”, é justa: “O tratamento que a gente recebe lá é exemplar, mas por causa do patriotismo, da família, por amar o seu país a gente volta pra cá para o Brasil, mas acaba se submetendo a esse tratamento que a gente tem”, critica.
Tratamento deficiente que ela sentiu na pele. Lidiane diz que pegou Covid, o que acabou lhe rendendo muitos aborrecimentos. “Meu resultado demorou mais de 15 dias para sair. Então essa é a diferença, um paradoxo. Como imigrante, você é convidado a tomar vacina, mas aqui no Brasil não se consegue um atendimento.”
Dependente do SUS, a estudante de Direito insiste na crítica à demora no resultado do exame a que se submeteu para detectar a infecção pelo novo coronavírus. “O meu atendimento é pelo SUS e meu resultado demorou quase 20 dias. Saí da quarentena, voltei a trabalhar e o resultado não tinha saído”, lamenta.
Lidiane:
Lidiane: "“Dá vontade de ir à Inglaterra para tomar a vacina" Crédito: Álbum pessoal
Diante de tantas dificuldades, Lidiane confessa um desejo: “Dá vontade de ir à Inglaterra para tomar a vacina, mas a gente não desiste, estamos aqui, no mesmo barco”.
Mesmo se ela quisesse, não conseguiria ser vacinada na Inglaterra, que proibiu voos comerciais do Brasil para lá por causa da variante do coronavírus descoberta no Amazonas. O jeito é aguardar aqui mesmo para quando chegar a vez dela - e de milhões de brasileiros.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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