Publicado em 18 de janeiro de 2021 às 07:33
- Atualizado Data inválida
O governo britânico prometeu neste domingo (17), dar a primeira dose da vacina contra a Covid-19 a todos os adultos até setembro, em um momento que seu Sistema Nacional de Saúde (NHS, por sua sigla em inglês) enfrenta a pior crise em 72 anos de existência. O ministro das Relações Exteriores, Dominic Raab, declarou hoje que o governo passaria a oferecer a vacina 24 horas por dia em algumas localidades e expandiria o número de pontos de vacinação para acelerar o ritmo de inoculação. >
O NHS inaugurou neste domingo um centro de vacinação em massa na Catedral de Salisbury, onde as vacinações eram feitas acompanhadas de música tocada no órgão da igreja. "Nossa meta é de hoje até setembro todos os adultos recebam a primeira dose", afirmou o ministro para a emissora Sky News. "Se pudermos fazer mais que isso, melhor, mas esse é o objetivo.">
A NHS iniciou a campanha de vacinação no dia 8 de dezembro administrando a vacina da Pfizer-BioNTech. Desde então, o país já deu aval para as vacinas da Universidade de Oxford/AstraZeneca e Moderna. >
O Reino Unido tem uma população de 67,8 milhões de habitantes, dos quais mais de 51 milhões são adultos. O ambicioso programa de vacinação surge em um momento que o NHS tem dificuldade para lidar com sua pior crise. Atualmente, os hospitais estão recebendo um paciente de Covid-19 a cada 30 segundos, segundo o diretor-executivo da entidade, Simon Stevens. >
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O Reino Unido já aplicou cerca de 3,9 milhões da primeira dose da vacina contra o coronavírus até agora, segundo estatísticas oficiais. A previsão é que 15 milhões de pessoas - no grupo prioritário - recebam a primeira dose até meados de fevereiro. >
Segundo o jornal britânico The Times, o Reino Unido avalia planos de reforçar as medidas destinadas a evitar a entrada de novas cepas do coronavírus, incluindo exigir um período de isolamento em hotéis para todos os viajantes que chegarem ao país. >
O gabinete do primeiro-ministro britânico Boris Johnson está estudando sistemas como o "isolamento direto" da Nova Zelândia e da Austrália, onde os viajantes devem enfrentar o custo de uma quarentena de duas semanas em acomodações específicas para onde são conduzidos a partir do aeroporto.>
"Consideramos todas as possibilidades", frisou Dominic Raab, garantindo que a prioridade do governo é tomar medidas "cautelares" para evitar que novas variantes do SARS-CoV-2 prejudiquem a eficácia do programa de vacinação que foi lançado. >
"Estamos tomando medidas sobre as novas variantes. Especialistas de todo o mundo estão estudando e ainda não sabemos se podem adicionar mais pressão ao nosso sistema de saúde, se podem ter impacto na mortalidade ou se podem colocar as vacinas em risco", disse o chanceler.>
A partir de segunda, todos os corredores aéreos seguros que o Reino Unido tinha estabelecido no último verão europeu serão suspensos, de modo que nenhum viajante ficará isento de passar por uma quarentena de 10 dias na chegada ao país.>
Também está proibida, desde o dia 15, qualquer viagem da América do Sul e Portugal para o Reino Unido, com exceção do retorno de cidadãos e residentes britânicos, para evitar a importação de uma nova cepa do coronavírus detectada no Brasil.>
Além da possibilidade de impor quarentena em hotéis, o governo britânico estuda outros planos para aumentar a vigilância sobre pessoas que deveriam ficar isoladas. >
Em Portugal, o sistema de saúde pública está à beira do colapso, com os hospitais das áreas mais afetadas sobrecarregados com o aumento preocupante de casos de coronavírus. "Existe um limite e estamos muito próximos dele", disse a ministra da Saúde, Marta Temido. >
O sistema português, que antes da pandemia tinha o menor número de leitos de cuidados intensivos por 100 mil habitantes na Europa, pode acomodar um máximo de 672 pacientes de Covid-19 UTIs. Esse número chegou ontem a 647, segundo autoridades sanitárias do país, alegando que o número de internações deve aumentar dramaticamente na próxima semana. >
O país de 10 milhões de habitantes, que entrou em novo lockdown na sexta-feira (15), relatou 10.385 novos caos e 152 mortos em 24 horas, elevando o total de infecções para 549.801 e o de mortos 8.861. Segundo o ourworldindata.org, apoiado pela Universidade de Oxford, Portugal teve o maior número de casos de coronavírus per capita na Europa nos últimos sete dias. >
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