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Leonel Ximenes

Escudo da Desportiva é escolhido o mais bonito do Brasil

Na final do concurso nacional que reuniu os símbolos de 462  clubes, equipe capixaba venceu a do Grêmio-RS

Públicado em 

29 jul 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

Escudo da Desportiva derrotou 461 rivais e venceu o concurso de mais bonito do Brasil
Escudo da Desportiva derrotou 461 rivais Crédito: Reprodução da internet
Ainda não é uma vitória retumbante nos gramados, como todo torcedor sonha, mas o futebol capixaba pode comemorar uma conquista de âmbito nacional: o escudo da Desportiva foi escolhido o mais bonito do Brasil .
A eleição foi feita por milhares de torcedores de todo o país que participaram de um concurso promovido pela página “Abstinência do Futebol”, criada no Facebook por dois torcedores durante a pandemia do novo coronavírus. No total, concorreram escudos de 462 equipes brasileiras.
Na final, o escudo da equipe capixaba bateu o do Grêmio por goleada: 1.212 votos contra 648 para a equipe gaúcha. A votação, que começou em 24 de maio e terminou em 26 de julho, foi realizada em oito etapas classificatórias nas redes sociais e atraiu milhares de votantes - os números ainda estão sendo contabilizados pelo professor Isaías Morais, de Rio Branco-AC, e pelo estudante Rodrigo Lira, do Rio de Janeiro, que organizaram a competição.
“Nas fases finais, tivemos quase 1 milhão de visualizações. Não contabilizamos o total, mas estimamos que tivemos mais de 100 mil votos”, comemora Isaías, que pela segunda vez organiza esse tipo de concurso. “Já havíamos realizado outros dois, só que com menos alcance porque foram incluídos poucos clubes”, pondera.
O concurso foi realizado em oito fases, sendo as quatro primeiras com os times divididos em grupos e, a partir da quinta fase (oitavas de finais), as disputas se realizaram em forma de duelos eliminatórios, o famoso mata-mata. Para sua realização, foram selecionados todos os escudos de clubes brasileiros que tinham originalidade e não eram cópia ou inspirados em um outro escudo mais tradicional.
Um fato que chamou atenção é que ficaram pra trás escudos de pesos-pesados do futebol brasileiro, como os grandes clubes de Rio, São Paulo e BH. “Muitos caíram nas primeiras fases”, informa Isaías, que resolveu incluir no concurso escudos de clubes profissionais até pouco conhecidos dos torcedores: “O Brasil não se resume à elite”, ensina o professor.
Ele explica que resolveu criar a página para matar um pouquinho a vontade de discutir futebol, atividade que há menos de um mês estava totalmente paralisada no país por causa da Covid. “A página surgiu porque estávamos com saudade do futebol. Numa quarta-feira a saudade foi tanta que decidimos criá-la para poder ter alguma coisa do futebol para nos acalentar. Por isso o nome, abstinência do futebol, uma brincadeira como se estivéssemos em abstinência.”
O professor da rede pública acriana se diz impressionado com a mobilização do torcedor capixaba no concurso para eleger o escudo do time mais bonito do país. “Quanto à Desportiva, destaco a regularidade de suas votações durante todas as etapas do concurso, desde as disputas regionais, contra rivais do Espírito Santo e demais escudos de equipes do Sudeste, até as grandes disputas nacionais, como contra Chapecoense e América-RN. A final contra o Grêmio foi vencida com a mais absoluta tranquilidade e coroou um escudo único, tradicional e cheio de história, que merece da nossa página o título de mais belo do Brasil”, elogia Isaías.
Mas ao mesmo tempo que enaltece a vitória grená, ele lamenta a decadência do futebol do Espírito Santo, que hoje amarga a quarta divisão do futebol nacional: “Agora que vi o quanto a torcida da Desportiva é apaixonada, mas lamento que esse time não esteja pelo menos na Série C do Brasileiro”. Todos nós lamentamos, professor.

Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.

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