O ex-presidente da Desportiva Ferroviária Edney José da Costa, preso em dezembro de 2017 por um esquema de tráfico de cocaína no Porto de Vila Velha, atualmente cumpre pena em regime semiaberto. Neste sábado (07), Costa foi visto assistindo à partida entre Desportiva e Serra no Estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica, durante a tarde.
No semiaberto, ex-presidente da Desportiva assiste a jogo no Araripe
No estádio, parte da torcida ao vê-lo cantou "O Edney voltou, o Edney voltou". Ele levantou a mão agradecendo, no final do jogo, segundo o relato de presentes.
Segundo a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), ele foi beneficiado com saída temporária no dia 04 de março e deve se apresentar à unidade prisional no dia 11, na quinta-feira. Costa cumpre o regime semiaberto, na Casa de Custódia de Vila Velha (Cascuvv).
O CASO
O ex-presidente da Desportiva Ferroviária era uma das peças centrais de uma quadrilha especializada em tráfico de drogas. O grupo de sete pessoas foi preso em Vila Velha, em dezembro de 2017, com 253 quilos de cocaína. De acordo a Polícia Federal, Edney atuava como intermediário entre os donos da droga e funcionários do Porto de Vila Velha, organizando a logística do grupo.
O contêiner adulterado pela quadrilha saiu do Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex), no bairro Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, em direção ao porto do mesmo município. Foi no meio desse trajeto que o grupo aproveitou para esconder a droga dentro de um contêiner.
De acordo com a Polícia Federal, o grupo camuflou a droga dentro de uma carga de milho. Como a quantidade era muito grande, a droga era misturada dentro dos sacos onde a carga era levada e, por isso, fica imperceptível para o escâner. O grupo foi preso pela Polícia Federal assim que saiu do galpão.
Quando foi preso, Edney José da Costa havia sido eleito presidente da Desportiva Ferroviária e já falava em nome do clube, apesar de ainda não ter tomado posse no cargo.
Em dezembro de 2019, o Ministério Público Federal (MPF) chegou a solicitar à Justiça o aumento das penas do ex-presidente e de outros seis condenados a até nove anos e cinco meses de prisão por tráfico internacional de cocaína.