A grande maioria dos “Sargentos” disputa a eleição por partidos de direita. Mas Mimoso do Sul é exceção: tem um do PT, o Sargento Max (não confundir com Marx). Em Cariacica, só o PTC lançou quatro dos cinco candidatos com essa patente no nome.
A cidade campeã de candidatos com o nome Sargento é Vila Velha, que tem 10 concorrendo ao Legislativo municipal. Apesar da presença maciça na eleição proporcional, não há registro de Sargento e Cabo disputando prefeituras no Espírito Santo.
Outras patentes estão na luta por uma vaga de legislador municipal no ES. Até o mais alto posto da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar tem seus representantes: concorre como “Coronel” dois candidatos em Vitória e um na Serra.
No time dos militares, tem apenas um candidato com o nome “Soldado” registrado, em Cariacica; oito são “Tenentes” ou Subtenentes em 10 municípios e seis cidades têm um “Capitão” em cada uma delas.
Além da eleição de Bolsonaro ter influenciado o ativismo político dos militares, contribuiu também no ES a politização da Polícia Militar desde a
greve de fevereiro de 2017 e a criação do chamado
"Projeto Político-Militar" em seguida. A partir dessa paralisação, as entidades representativas dos militares alcançaram um protagonismo maior que culminou com a anistia administrativa, decretada pelo governador Casagrande (PSB) logo no começo do seu governo, aos PMS que estavam sendo processados pela participação do movimento.