“Fiz uma reunião com todos os meus parceiros e, apesar de serem autônomos e precisarem trabalhar para receber, a decisão foi tomada de forma unânime”, conta Letícia Batista Alvarenga, proprietária da Dona Florinda Studio.
O salão, que tem
seis funcionários fixos e um eventual, atende 40 clientes por semana, em média, e está fechado desde o dia 21 de março. No local, são feitos os mais diversos serviços como unha, cabelo e estética.
Mesmo com o prejuízo financeiro causado pela paralisação, Letícia criticou a decisão do governo do ES de liberar o funcionamento dos salões de beleza durante a
epidemia da Covid-19.
“O
Ministério da Saúde está batendo na tecla de que esses dias serão cruciais, visto que são dias de previsão do pico de contágio e ascensão na curva. Não entra na minha cabeça a liberação desse segmento neste momento. É um momento de dificuldade para todos. Mas precisamos de paciência, cautela e disciplina para vencermos”, recomenda.
O salão, segundo a empresária, sempre observou as recomendações sanitárias, mas mesmo assim ela resolveu não arriscar: “Desde sempre, cumprimos fielmente todas as decisões estabelecidas pelos órgãos públicos competentes, mas, dessa vez, seguiremos por um caminho diferente. Nossa preocupação maior foi, é e sempre será única e exclusivamente o bem-estar e a saúde de todas nós, antes de qualquer coisa”.
Letícia Alvarenga, entretanto, diz que a decisão por manter o salão fechado por ser mudada brevemente: “Decidimos também que, caso entendamos, no curto prazo, que os atendimentos devam voltar a ser realizados, assim faremos com a máxima segurança possível. Dinheiro dá pra correr atrás depois. Saúde, não”, afirma.