“Tem gente no Brasil que ainda prega que existe algum tipo de servidor público que não possa ser denunciado e criticado quando cometer um erro e uma ilegalidade”, disse o prefeito na sua fala introdutória, para a seguir explicar o contexto da sua afirmação.
“Aqui em Baixo Guandu, por exemplo, um policial militar entrou na prefeitura, disse que fazia, acontecia e que matava, se não fosse feita pra ele uma liberação ilegal de um animal que foi apreendido. E sabe o que aconteceu com ele?”, pergunta o prefeito. Ele mesmo responde: “Nada”. E concluiu: “E se fosse eu, se fosse você?”. O prefeito, entretanto, não diz quando teria ocorrido essa invasão da prefeitura.
A seguir Neto Barros, que está concluindo seu segundo mandato consecutivo, critica os adeptos das ideias do
presidente da República, Jair Bolsonaro. “Nós vivemos no Brasil o bolsonarismo, uma ideologia do mal que vai causar muita vergonha e tristeza ao povo brasileiro. Só que lá na frente, muitos dirão que foram enganados”, previu.
“É preciso ser firme, é preciso agir em defesa da democracia. Ditadura? Nunca mais”, concluiu Barros, cujo vídeo tem mais de 3 mil visualizações e 114 comentários.
O vídeo postado por Neto Barros nas redes sociais é mais um lance do confronto do prefeito guanduense com policiais militares. Na quinta-feira passada (4), conforme mostrou a coluna, a Frente Unificada de Valorização Salarial, formada por nove entidades que representam
policiais militares e civis e bombeiros militares, divulgou uma nota de repúdio contra o prefeito, por ele ter declarado, numa live, que alguns policiais militares são bolsonaristas e que, entre outras atitudes, estimulam o que chamou de carreatas da morte em Baixo Guandu.