Alguma dúvida sobre a letalidade e o impacto da Covid-19 na sociedade brasileira? Os números falam por si: segundo dados da
Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o novo coronavírus matou, em um ano apenas, 278% mais que o vírus da Aids em 11 anos de registro oficial no Espírito Santo.
Comparemos: de 2010 a 2020 (este com dados ainda parciais), foram registrados 1.822 óbitos por HIV/Aids no Estado. De março do ano passado até esta sexta-feira (19),
segundo o Painel Covid-19, foram contabilizadas 6.888 mortes pela doença, um índice de letalidade de 1,9%. A Sesa já confirmou 353.377 ocorrências de Covid.
Nesse intervalo de 11 anos, o período mais letal de Aids no ES foi 2014, com 256 óbitos. Pois só Cachoeiro de Itapemirim, líder de ocorrências fatais entre os municípios do interior, já tem 367 mortos até agora pela Covid. Quem lidera o ranking macabro é Vila Velha, com 886 mortes.
Boletim Epidemiológico da Sesa de 2019 mostra que no Espírito Santo foram notificados 15.538 casos de HIV/Aids, no período de 1985 a dezembro de 2018, sendo 10.413 do sexo masculino (67,0%) e 5.125 do sexo feminino (33,0%). A transmissão sexual é responsável por 85,4% dos casos de contaminação do HIV.
A Aids até então era a doença provocada por vírus ou bactéria que mais matou brasileiros de 1996 a 2019, à frente de outras patologias como tuberculose, meningite e doença de Chagas.
Diferentemente da Aids, que é uma doença crônica, com a qual o paciente precisa conviver por um período prolongado, a Covid-19 é uma doença aguda, que provoca os primeiros sintomas pouco depois da exposição ao vírus.