O
Espírito Santo convive com algumas “endemias” que persistem em continuar muito antes de surgir a pandemia do novo coronavírus. Uma delas é a da violência, expressa, por exemplo, pelas mortes no trânsito. Os acidentes deixam vítimas, principalmente, entre indivíduos na faixa etária dos 15 aos 44 anos, ou seja, pessoas em idade produtiva de trabalho ou estudo e que muito poderiam ainda contribuir para a sociedade.
Neste ano, de janeiro a novembro, 650 pessoas perderam suas vidas nas vias municipais, estaduais e federais que cortam o Espírito Santo. Número, por sinal, que já é uma tragédia.
E se esse dado é uma lástima, a comparação com as mortes pela
Covid-19 ainda leva a uma outra reflexão sobre a necessidade de cuidados enquanto não há a vacinação. A letalidade pelo vírus consegue ser sete vezes maior do que a dos óbitos no trânsito. Até o último dia 30 de novembro, 4.555 mortes morreram vítimas da doença.
Somadas, a “endemia” da violência do trânsito e a pandemia do novo coronavírus provocaram a morte de 5.205 pessoas no ES, seja em hospitais, casas e nas vias urbanas. Tragédias que poderiam ser evitadas - com mudança de comportamento no trânsito e nos cuidados preventivos.
Não é para comemorar, contudo trata-se de um avanço. O número de mortes no trânsito capixaba está em queda em comparação com o mesmo período do ano passado. Se em 2019 havia 738 ocorrências, agora foi para 650, uma queda de 11,9%.
Isso quer dizer que para cada grupo de 100 mil habitantes, acontecem 17,4 mortes no trânsito. Indicadores que ainda são altos, mas que já foram bem piores no passado – como em 2011, quando essa taxa era de 32,7.
A
Serra lidera as mortes no trânsito, com 55 casos, seguida por Vila Velha e Cachoeiro de Itapemirim (ambos com 41), Linhares e Vitória (ambos com 32), São Mateus (31) e Cariacica (29).