As mortes em sinistros de trânsito, de janeiro a outubro de 2024, já superam o número total registrado em todo o ano passado, segundo informações do Observatório da
Segurança Pública do Espírito Santo.
No ano passado, aconteceram 818, enquanto em dez meses de 2024 houve registros de 820. O advogado criminalista e especialista em segurança pública Fábio Marçal demonstra preocupação com os indicadores fatais.
“Vemos um cenário no qual pode se aproximar de mil óbitos. Isso é terrível. O número de mortes no trânsito será maior do que o de homicídios dolosos”, compara Marçal. Até outubro, o
Espírito Santo somou 710 assassinatos.
Destacam-se, negativamente, os aumentos de mortes por atropelamentos (de 92 para 118) e de motociclistas (de 337 para 446). Esses casos representam quase 70% dos óbitos no trânsito.
O especialista também frisou quanto à responsabilidade do Estado e dos municípios pelo percentual de incidentes ocorridos. “Os dados mostram que 75% das mortes foram em vias estaduais e municipais. As blitze são mecanismos importantíssimos de repressão e de educação, mas um número assim só vai mudar se trabalharmos na base, com crianças e adolescentes”, concluiu Marçal.