Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Leonel Ximenes

Condenado por danos morais, Gratz terá que pagar R$ 22 mil a ex-promotor

Marcelo Zenkner, que hoje está na Petrobras, moveu a ação por se sentir ofendido por comentários do ex-presidente da Assembleia num site

Publicado em 02 de Junho de 2020 às 11:10

Públicado em 

02 jun 2020 às 11:10
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes Leonel Ximenes
José Carlos Gratz, no velório do ex-governador Gerson Camata no Palácio Anchieta.
Gratz foi condenado por ter ofendido o então promotor de Justiça no dia 9 de outubro de 2015 Crédito: Ricardo Medeiros
O ex-presidente da Assembleia Legislativa José Carlos Gratz foi condenado a pagar indenização de R$ 22 mil por danos morais ao ex-promotor de Justiça e atual diretor de Governança e Conformidade da Petrobras, Marcelo Zenkner.
Em razão das ações judiciais propostas contra o ex-parlamentar pelo Ministério Público, Gratz, que chegou a cumprir pena por corrupção, foi condenado por ter ofendido o então promotor de Justiça no dia 9 de outubro de 2015, numa reportagem publicada num site jornalístico do ES.
Na publicação, o ex-deputado fez comentários em uma matéria sobre ações a que ele respondeu na Justiça, todas movidas pelo MPES, assinadas também por Zenkner. Na decisão final, o juiz Carlos Magno Moulin entendeu que os comentários extrapolaram o direito constitucional de manifestação, ultrapassando a mera crítica e desaguando em grave ofensa.
Zenkner disse estar feliz pela decisão. “Fiz o meu melhor como promotor de Justiça. Agi de forma técnica e em nome do Ministério Público, não sendo justo ser escolhido com alvo de ofensas desarrazoadas. As ofensas causaram muito sofrimento, a mim e à minha família. Se fez justiça”, afirmou o ex-promotor.
O advogado Renan Sales, que defendeu Zenkner, disse que o Poder Judiciário acertou. Para ele, não existe direito de natureza absoluta: “Ninguém pode se utilizar de um suposto direito para ofender terceiros, sendo certo que excessos devem ser considerados pelo julgador. A Constituição Federal também prevê limites”.

ATUALIZAÇÃO

Em contato com a coluna, Gratz disse que não vai pagar a indenização: "Na época, chamei esse promotor de picareta. Agora que ele não é mais promotor, chamo ele de picareta dobrado. Não conheço essa ação, mas não vou pagar nada. E pode me processar quantas vezes quiser". 

Leonel Ximenes

Leonel Ximenes Leonel Ximenes

Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Celular destruído e apartamento de luxo: quem são os alvos da operação do MPES
Lance do jogo Sport 4 x 1 Pinheiros, no Estádio Robertão, na Serra, que atraiu apenas seis pagantes
Jogos do futebol profissional capixaba tiveram seis pagantes
Sede da Apex Partners na Praia do Suá, Vitória.
A parte do pedido de recuperação judicial da Apex que mais movimentou o mercado (e os advogados)

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados