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Leonel Ximenes

Comunistas do PCB decidem não disputar as eleições no ES

Partidão vai priorizar candidaturas de outras legendas de esquerda na Grande Vitória

Publicado em 16 de Setembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

16 set 2020 às 05:00
Leonel Ximenes

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Leonel Ximenes

Partidão comemorá seu centenário em 2022
Enfraquecido, partidão comemorá seu centenário em 2022 Crédito: Reprodução da internet
O velho Partido Comunista Brasileiro (PCB) de guerra resolveu ficar fora das eleições municipais deste ano no Espírito Santo. O Partidão, como é mais conhecido, vai apostar suas (poucas?) fichas em candidatos de outras legendas de esquerda, principalmente em municípios da Grande Vitória.
Segundo o presidente do Secretariado Político do PCB (na prática, o presidente) estadual, Mauro Ribeiro, a sigla comunista vai apoiar Célia Tavares, candidata do PT a prefeita de Cariacica, e os candidatos do PSOL a prefeito na Serra e em Vila Velha.
“Não haverá coligação formal, nossos militantes estarão juntos nas brigadas digitais e em outras atividades destas candidaturas na luta pelo voto”, destaca Ribeiro, que já foi candidato do PCB a governador em 2014.
Em Vitória, o Partidão vai apoiar os candidatos do PSOL a prefeito, Gilbertinho, e a vereador, Vander Meirelles. “Este representa a juventude trabalhadora e negra da periferia, tendo total alinhamento com nossas propostas e que de fato irá promover um avanço nas pautas progressistas na Câmara de Vereadores de Vitória. Essas pré-candidaturas, em especial a de Vander, representam o projeto do poder popular para nossa cidade.”
A dois anos do centenário e muito fragilizado, e longe da influência que já teve na sociedade brasileira, o PCB admite que precisa priorizar o crescimento e a organização, fatores que contribuíram para o partido decidir não se submeter ao voto popular neste ano.
“Há uma militância nova chegando e houve também uma cautela em abrir diretórios municipais. Teríamos que fazer um processo de criação destes diretórios municipais de forma apressada, por isso optamos em ficar de fora”, explica o dirigente comunista.
Com a decisão de não lançar candidatos em novembro, o Partido Comunista Brasileiro continuará sem representação nas 78 prefeituras e nas Câmaras Municipais de todo o Estado. Para o PCB, a batalha maior, neste momento, é ideológica: “A derrota da esquerda em 2018 abriu uma possibilidade de reforçar o partido com essa turma insatisfeita com a ascensão da extrema direita”, teoriza o presidente do Secretariado Político do PCB no ES.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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