Namy admite que o movimento tem cunho eleitoral e que visa a ampliar as possibilidades do partido na
eleição municipal de outubro. “Para entrar no PCdoB agora é preciso que a pessoa se comprometa com três princípios: defesa do Brasil, defesa da democracia e defesa dos direitos do povo”. E reforça: “Não precisa ser comunista”.
Segundo o ex-presidente da Câmara de Vitória, o PCdoB já tem tradição na história de participar de frentes eleitorais com outros nomes. Ele lembra a eleição de 1929 para presidente da República, com Minervino de Oliveira, candidato comunista do Bloco Operário-Camponês (BOC). E em 1946, na volta da democracia ao país. Naquele ano, o candidato do PCdoB a presidente foi Iedo Fiúza, que liderou a Aliança Nacional Libertadora (ANL).
“O partido vai fazer 100 anos em 2022 e precisa ser fortalecido. O Movimento 65 tem atraído muitas pessoas e teremos muitos candidatos a prefeitos e a vereadores no Espírito Santo”, comemora Namy. Ele destaca que a sigla PCdoB vai continuar, mas o Movimento 65 acaba depois da eleição.
Em Cariacica, o médico e ex-presidente da Câmara de Vereadores Heraldo Lemos será apresentado como candidato a prefeito pelo PCdoB no dia 27 de março.