Parece que está virando moda o chamado “gato solidário”, o furto de energia compartilhado entre comércio e outros consumidores no Espírito Santo. O crime desta vez foi cometido em
Presidente Kennedy, onde uma loja de material de construção desviava energia para suas instalações e para outras duas casas anexas, no centro da cidade.
No mês passado,
conforme registrou a coluna, o furto coletivo de energia aconteceu no interior do município de Santa Maria de Jetibá, envolvendo um dono de posto de gasolina que desviava a energia para seu estabelecimento e para uma loja de roupas ao lado.
Nesta quarta-feira (12), na cidade do Sul do ES, o flagrante foi feito por técnicos da
EDP acompanhados de policiais civis. No local, durante a vistoria, os peritos identificaram uma ligação direta na rede elétrica, evidenciando furto de energia, ou seja, a energia consumida não estava sendo devidamente paga.
Além do consumo de energia para o comércio, o desvio também abastecia, de forma clandestina, duas residências próximas.
Os técnicos da concessionária desfizeram a ligação irregular. O proprietário do estabelecimento foi autuado em flagrante delito por crime de furto de energia e foi conduzido à delegacia de Itapemirim, onde pagou R$ 5 mil de fiança e foi liberado.
Mas as sanções não terminam aí. Além do processo criminal, o proprietário irá arcar, conforme a regra da Resolução Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com a cobrança de toda energia não faturada durante o período da irregularidade, além do custo administrativo.
Curiosamente, de acordo com a concessionária, não é a primeira vez que o proprietário da loja de material de construção foi autuado administrativamente por furto de
energia elétrica.
Definitivamente, este comerciante de Presidente Kennedy é chegado a um gato. E quem acaba saindo arranhado é ele.