O
governador Renato Casagrande (PSB) definitivamente não gostou das declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que afirmou que “governadores dos Estados do Sul e Sudeste pretendem apoiar em bloco um nome consensual que represente a direita” nas eleições presidenciais de 2026.
"Estamos muito unidos, alinhados. Queremos trabalhar em grupo para que os Estados do Sul e do Sudeste, que têm uma semelhança muito grande, possam em bloco apoiar um nome que represente a direita", afirmou Zema.
O governador mineiro se referia ao Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud), que reúne os três governadores do Sul e os quatro do Sudeste, incluindo Casagrande. Mas o governador capixaba deixou claro que não concorda com as declarações do colega.
“O Consórcio não é partido político. Ele se enfraquece se Zema continuar com essa conversa”, criticou Casagrande, ao ser indagado pela coluna se se sentia incluído na relação desse bloco político de direita para enfrentar a esquerda no pleito de daqui a três anos.
O governador mineiro afirmou também que não é candidato à sucessão de
Lula, mas insistiu que a união da direita deve incluir todos os segmentos, inclusive o bolsonarismo, de quem é próximo.
Zema fez a defesa da união dos conservadores na eleição de 2026 durante sua participação no Cpac Brasil 2023, o encontro anual de representantes de movimentos de direita, em Belo Horizonte, realizado no sábado (23). Na ocasião, ele disse que "a direita precisa trabalhar unida" e não pode se dissipar nas próximas eleições.
Não é a primeira vez que o governador bolsonarista faz uma declaração que causa repercussão negativa ao defender a formação de poder entre blocos de Estados no país.
A coluna aproveita a ocasião para indagar ao boquirroto governador mineiro: Zema, V. Exa. topa tirar os 242 municípios de Minas Gerais que estão na área de abrangência do Nordeste?