O Airbus A320 no qual o comandante teve um mal súbito e morreu em pleno voo, no último dia 12, entre o Egito e a Arábia Saudita, já pertenceu à
Itapemirim Transportes Aéreos, empresa que encerrou as operações na véspera do Natal de 2021.
Depois da falência da empresa aérea, a frota da Itapemirim foi repassada para outras empresas pelo mundo afora, inclusive o avião da Sky Vision Airlines, que fazia a rota entre o Cairo (Egito) e Taif (Arábia Saudita), mas foi obrigado a pousar na cidade de Jeddah, também em território saudita.
A Sky Vision Airlines tem mais um Airbus A320 que pertenceu à Itapemirim, mesmo número de aeronaves da Sky Angkor Airlines, de Camboja, que também incorporou os aviões da empresa do grupo fundado em
Cachoeiro de Itapemirim.
Após a ocorrência inesperada, o copiloto, que assumiu o controle da aeronave, teve a difícil tarefa de avisar aos passageiros sobre a morte do comandante e anunciar o desvio do trajeto, para um pouso de emergência no Aeroporto de Jeddah. O anúncio chocou os passageiros a bordo do voo NE-130.
Apesar da situação de emergência, o primeiro oficial realizou os procedimentos de emergência e pousou o avião com segurança na pista do Aeroporto de Jeddah, cerca de 30 minutos após o incidente.
Hassan Youssef Adas, piloto egípcio experiente e com uma longa carreira na aviação, sofreu um mal súbito, deixando a aeronave sob controle automático até que o copiloto, cujo nome não foi divulgado, assumisse a situação. Com habilidades extraordinárias, o copiloto conseguiu manter a calma e realizar um pouso de emergência, garantindo a segurança dos passageiros e da tripulação.
A companhia aérea afirmou ao site Al-Arabiya que a morte foi anunciada aos passageiros para que não se gerasse qualquer tipo de pânico, quando fosse notada a alteração na rota.
Segundo a colunista Vilmara Fernandes, os três leilões para venda dos bens da Viação Itapemirim, que haviam sido suspensos em março deste ano, voltaram a ser autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A mesma decisão vale para a homologação dos lances que já tinham sido ofertados e efetivada a venda do patrimônio.
O grupo capixaba, que está em processo de falência, acumula, só em dívidas tributárias, valores superiores a R$ 2,3 bilhões. O ministro Humberto Martins, que reconsiderou decisão favorável à empresa, afirmou que a falência é inevitável.
Segundo a empresa, o piloto havia sido submetido a exames médicos há três meses e morreu subitamente.