A cidade do Espírito Santo que já ficou duas vezes nesta semana entre as mais quentes do Brasil agora lança, no intervalo de 24 horas, dois alertas contra surtos de dengue e de febre oropouche no município. A situação é tão grave que a Prefeitura de Alegre foi às redes sociais para mobilizar a população. “Aumento significativo” e “aumento preocupante” foram termos utilizados pela administração para definir a quantidade de casos das duas doenças.
“Estamos enfrentando um aumento preocupante de casos de
dengue. É fundamental que toda a população se mobilize para prevenir novos casos e combater os focos do mosquito transmissor”, alerta a prefeitura em publicação nesta quarta-feira (22).
Ontem (21), o aviso foi relativo à febre oropouche: “Estamos enfrentando um surto de febre oropouche. O aumento significativo de casos exige atenção redobrada de toda a população para identificar sintomas e adotar medidas preventivas”.
Os números mostram a situação dramática dos dois surtos em Alegre. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, em novembro passado havia 12 casos notificados de dengue e nenhum de oropouche; em dezembro, foram quatro de oropouche incríveis 235 de dengue; agora em janeiro, em apenas 20 dias, o município registrou 46 de oropouche e 424 de dengue.
Nas duas postagens, a prefeitura da cidade do
Sul do Estado explica também as características das duas doenças, sintomas, formas de prevenção e proteção e os canais de denúncia de focos e de socorro médico.
O secretário de Saúde de Alegre, em conversa com a coluna, adiantou que pelo menos dois casos registrados no município são considerados mais graves.
“Tivemos dois pacientes com casos bem graves. Um com confirmação da oropouche e que foi transferido para o hospital estadual da cidade de Itapemirim e outro para a UTI da Santa Casa de Guaçuí, este com possibilidade de febre oropouche e dengue”, relata o secretário Emerson Gomes Alves.
Segundo ele, muitas comunidades rurais de Alegre estão com índice muito alto de febre oropouche, devido à infestação do mosquito maruim, conhecido também como mosquito-pólvora. “A gente necessita também de sorologia”, acrescentou o secretário.
Emerson Alves alerta que quintais e terrenos baldios e com mato grande são propícios à propagação de insetos que transmitem doenças como a dengue e a oropouche. O mosquito maruim, por exemplo, gosta muito de se abrigar nas folhas caídas das mangueiras.