O verão ainda nem começou e o
Corpo de Bombeiros já acendeu o alerta para a segurança de banhistas no Estado. Entre janeiro e outubro deste ano, a corporação registrou 125 mortes por afogamento, o que representa um aumento de 21% nas ocorrências, ante o mesmo período de 2021, quando ocorreram 103 óbitos.
Neste ano, a maior ocorrência de óbitos por afogamento ocorreu em lagos, lagoas e represas, que acumulam 35 mortes. Na sequência, vêm os óbitos no mar, que totalizam 32 ocorrências. Em cursos d’água, que compreendem rios, córregos e riachos, 30 pessoas perderam a vida neste ano.
“É necessário levar em conta que nem toda ocorrência é atendida pelo Corpo de
Bombeiros. Há casos em que a própria família retira a pessoa da água, em óbito. Esses casos não entram nas estatísticas do Corpo de
Bombeiros, o que nos leva a entender que o número de ocorrências é ainda maior”, analisou a capitã Gabriela.
Os casos em que as pessoas são resgatadas com vida também merecem atenção. Entre janeiro e outubro deste ano, 1.352 pessoas foram resgatadas por guarda-vidas. O município de Vila Velha acumula o maior número de registros, com 576 ocorrências.
Especialista em salvamento aquático, a capitã Gabriela esclarece que, em média, 16 brasileiros morrem afogados por dia, sendo que, desses, quatro são crianças. Entre crianças com até 4 anos, o afogamento é a principal causa de morte.
Com a chegada do verão e o aumento no movimento de banhistas em praias, rios, lagoas e piscinas, o
Corpo de Bombeiros orienta que os banhistas tenham atenção redobrada.