A violência no trânsito no Espírito Santo, que é mais fatal do que os
homicídios, demonstra que um segmento é a maior vítima dos óbitos nas vias públicas: os motociclistas.
De janeiro a novembro, aconteceram 887 mortes nas vias do Estado – alta de 18,7% em relação a 2023, com 747. E desse total, 457 foram relacionadas a quem estava sobre duas rodas, o que equivale a 51,52% das ocorrências.
São mais de 80 acidentes fatais, em média, por mês, no Estado, perfazendo uma triste relação de 2,6 mortes, por dia, decorrentes de acidentes de
trânsito.
Para o especialista em segurança pública e advogado criminalista Fábio Marçal, há alguns condicionantes que levam a esse alto número. “Cada vez mais vemos pessoas que utilizam as motos para trabalhar, então ficam mais suscetíveis a acidentes relacionados com seu labor. Há também imprudência por quem conduz e por outros condutores de automóveis. Nas colisões, o motociclista é aquele que fica mais vulnerável”, constata.
O especialista detalha que o perfil de quem tem perdido a vida sobre duas rodas é jovem. “É preciso encontrar formas de dialogar com esse público para frisar que pressa, necessidade de maturidade na condução e respeito às regras são fundamentais para a preservação da paz”, alerta.