O agravamento de casos de
Covid-19 na
Região Metropolitana levou o arcebispo de Vitória a editar mais um decreto com novas medidas de enfrentamento à pandemia, incluindo ações sanitárias e de ordem econômico-financeira. Em outras palavras: dom Dario Campos quer que as paróquias economizem recursos e adotem ações para impedir o aumento da contaminação nas igrejas e nas comunidades paroquiais.
Desde o início da pandemia, o prelado católico já editou três decretos com orientações econômicas e administrativas para tentar viabilizar a sustentação financeira das paróquias com restrição de despesas e investimentos.
“O cenário é bastante preocupante e com expectativa de agravamento a partir de dezembro de 2020, quando cessarão os benefícios assistenciais do governo federal e, ainda, sem uma previsão de uma vacina segura para a população”, escreveu dom Dario no novo decreto episcospal ao qual a coluna teve acesso.
Pelos cálculos do arcebispo, a Arquidiocese de Vitória teve uma queda de receita de 19,5% oriunda da arrecadação de dízimos e coletas, além da diminuição dos valores que estão sendo arrecadados. Dom Dario, no documento, lembra que a Igreja está impossibilitada, neste período de pandemia, de receber recursos com a realização de festas religiosas, cantinas, bazares, ações solidárias e doações de benfeitores, por exemplo.
Se está ruim, pode ficar pior: o quadro econômico-financeiro projetado por
dom Dario não é nada animador para o ano que vem: “Estima-se para 2021 perda significativa de receitas, cujo resultado impactará substancialmente as atividades pastorais e ações assistenciais e de caridade”, alertou.
Diante dessa situação de dificuldade sanitária e financeira, o arcebispo determinou outras medidas para superar a crise. Entre elas, a celebração de missas pelas redes sociais; utilização de ferramentas eletrônicas de arrecadação, como o Pix ou PicPay; telemarketing com os fiéis; e até atendimento domiciliar da equipe de dízimo, desde que sejam adotadas medidas de segurança sanitária.
O novo decreto, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021, reitera decretos anteriores e proíbe que as paróquias façam novos investimentos Além disso, o franciscano determina a paralisação de obras e reformas de igrejas e outras edificações, entre outras ações de austeridade.
Uma das medidas mais impactantes anunciadas pelo arcebispo é a possibilidade de, em caso de necessidade, a Mitra Arquidiocesana de Vitória requerer das paróquias auxílio financeiro para a garantia de funcionamento do órgão gestor da Arquidiocese.