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Arcebispo pede que Igreja economize e alerta: "Cenário é preocupante"

Dom Dario anuncia novas medidas de austeridade financeira e sanitária para enfrentar a Covid-19

Vitória
Publicado em 17/12/2020 às 05h00
Atualizado em 17/12/2020 às 05h01
Dom Dario celebra missa do Domingo de Ramos sem fiéis na paróquia Bom Pastor, na Praia da Costa, em Vila Velha
Dom Dario celebra missa do Domingo de Ramos sem fiéis na paróquia Bom Pastor, na Praia da Costa. Crédito: Vitor Jubini

O agravamento de casos de Covid-19 na Região Metropolitana levou o arcebispo de Vitória a editar mais um decreto com novas medidas de enfrentamento à pandemia, incluindo ações sanitárias e de ordem econômico-financeira. Em outras palavras: dom Dario Campos quer que as paróquias economizem recursos e adotem ações para impedir o aumento da contaminação nas igrejas e nas comunidades paroquiais.

Desde o início da pandemia, o prelado católico já editou três decretos com orientações econômicas e administrativas para tentar viabilizar a sustentação financeira das paróquias com restrição de despesas e investimentos.

“O cenário é bastante preocupante e com expectativa de agravamento a partir de dezembro de 2020, quando cessarão os benefícios assistenciais do governo federal e, ainda, sem uma previsão de uma vacina segura para a população”, escreveu dom Dario no novo decreto episcospal ao qual a coluna teve acesso.

Pelos cálculos do arcebispo, a Arquidiocese de Vitória teve uma queda de receita de 19,5% oriunda da arrecadação de dízimos e coletas, além da diminuição dos valores que estão sendo arrecadados. Dom Dario, no documento, lembra que a Igreja está impossibilitada, neste período de pandemia, de receber recursos com a realização de festas religiosas, cantinas, bazares, ações solidárias e doações de benfeitores, por exemplo.

Se está ruim, pode ficar pior: o quadro econômico-financeiro projetado por dom Dario não é nada animador para o ano que vem: “Estima-se para 2021 perda significativa de receitas, cujo resultado impactará substancialmente as atividades pastorais e ações assistenciais e de caridade”, alertou.

Diante dessa situação de dificuldade sanitária e financeira, o arcebispo determinou outras medidas para superar a crise. Entre elas, a celebração de missas pelas redes sociais; utilização de ferramentas eletrônicas de arrecadação, como o Pix ou PicPay; telemarketing com os fiéis; e até atendimento domiciliar da equipe de dízimo, desde que sejam adotadas medidas de segurança sanitária.

O novo decreto, que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2021, reitera decretos anteriores e proíbe que as paróquias façam novos investimentos Além disso, o franciscano determina a paralisação de obras e reformas de igrejas e outras edificações, entre outras ações de austeridade.

Uma das medidas mais impactantes anunciadas pelo arcebispo é a possibilidade de, em caso de necessidade, a Mitra Arquidiocesana de Vitória requerer das paróquias auxílio financeiro para a garantia de funcionamento do órgão gestor da Arquidiocese.

Por fim, o arcebispo de Vitória pede aos padres que, se quiserem, e de forma voluntária, abram mão de parte do valor de suas côngruas (salário) em favor da manutenção da Igreja. Durante a pandemia, os sacerdotes da Arquidiocese de Vitória estão recebendo, em média, três salários-mínimos (R$ 3.135).

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